26 de ago. de 2011

Fundação Unimed - Pedagogia/Estágio

Código: 6993 Qtde.de vagas: 1 Localidade: BELO HORIZONTE/MG

Tipo: Estágio

Empresa: Fundação Unimed

Contato: E-mail: analopes@fundacaounimed.org.br

Escolaridade: Ensino Superior Prev. Formatura: Nao Informado

Curso(s): Pedagogia
Letras

Sexo: Ambos Horário: 10h às 17h

Requisitos: Domínio do pacote Office.

Atividades: Prestar auxílio no atendimento pleno aos alunos matriculados nos cursos de pós-graduação, aperfeiçoamento e curta-duração; Cadastro de alunos e docentes no banco de dados; Realizar registro de freqüências e notas, a partir de informações contidas nos diários de classes; Prestar auxílio às atividades operacionais relacionadas ao processo de certificação dos cursos; Auxiliar na preparação de materiais para aberturas de turmas; Auxiliar na preparação e envio de materiais acadêmicos para realização dos módulos de aulas nos cursos em andamento; Tabular questionários de avaliação.

Bolsa: R$650,00 Benefícios: VT + VR ($15/dia) + VA ($132/mês) + seguro de vida

24 de ago. de 2011

Eis a questão, ser Índio, ser gay - homo-afetivos -, ou ser hetero-sexual?

Repassando o que rola sobre conceitos e pre-conceitos

Você aprendeu na escola sobre respeitar os índios?

Sim!

Virou índio?

...Não!

Então por que diabos acha que ensinar seu filho a respeitar gays o fará se tornar gay?

Se recordo bem das aulas sobre Antropologia, Sociologia, Psicologia e biologia, penso que o questionamento reducionista que busca apaziguar os conflitos estruturais da condição humana, relativiza ao extremo os desencontros sociais e individuais de tal modo que não se exerce o exercício reflexivo da dimensão do homem como um todo.

Vejo como um grande risco vital reduzir à reflexão complexa e julgo polêmica à questão posta, uma vez que seja passível de resposta positiva ou negativa, ambas desprovida de peso moral. _ moral não no sentido usual, mas sim enquanto algo da consciência humana, ou seja, do homem enquanto um ser de dimensões atípicas.

Já que em se tratando de ser um ser sociocultural, psicossocial e biogenético, qualquer um pode vir a ser Índio, nos constituímos culturalmente, psicossocialmente e biologicamente segundo o meio, já que nos adaptamos à subjetivação ideológica e de sobrevivência.

Wellington Bernardino Parreiras

Recorro à fotografia de um Índio Albino que passou a ser um não-índio.


30 de jul. de 2011

'Estamira'

28/07/2011 - 22h57

Morre protagonista do documentário 'Estamira'

JULIANA VAZ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A protagonista do documentário nacional "Estamira" (2005), Estamira Gomes de Sousa, morreu na tarde desta quinta-feira, aos 70 anos, no Rio de Janeiro.

Divulgação
A personagem-título do documentário brasileiro "Estamira", de 2005, Estamira Gomes de Sousa, morreu nesta quinta-feira, aos 70 anos
A personagem-título do documentário brasileiro "Estamira", de 2005, Estamira Gomes de Sousa, morreu nesta quinta-feira, aos 70 anos

Estamira, que sofria de diabetes, estava internada no Hospital Miguel Couto, na Gávea (zona sul). Ela morreu em decorrência de septicemia (infecção generalizada).

O enterro acontecerá no Cemitério do Caju, na manhã deste sábado (30), segundo informou o diretor do documentário, Marcos Prado.

Dirigido por Prado e produzido por José Padilha ("Tropa de Elite"), "Estamira" narra a sobrevivência da senhora de mesmo nome em meio ao lixão de Jardim Gramacho, no Rio, de onde ela tirava sua existência.

Sofrendo de distúrbios mentais, Estamira exibia um discurso filosófico e poético acerca da vida, de Deus e do trabalho.

O filme percorreu diversos festivais internacionais e nacionais. Ganhou o prêmio de melhor documentário no Festival do Rio (2004) e na Mostra Internacional de São Paulo (2004) e ficou meses em cartaz nos cinemas do país.

O diretor do filme, Marcos Prado, compartilhou sua tristeza pela morte de Estamira por meio de sua conta no Facebook.

À Folha, Prado afirmou que "Estamira estava cansada, em seus momentos frágeis. Ela foi totalmente negligenciada, ficou horas sem ser atendida no Miguel Couto". Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde do Rio não foi localizada.

Divulgação
Cena do documentário "Estamira", de Marcos Prado, lançado em 2005
Cena do documentário "Estamira", de Marcos Prado, lançado em 2005

4 de jul. de 2011

Implexo em teus encantos o gozo das paixões


Implexo em teus encantos o gozo das paixões

Tecia sentimentos adornados por palavras dóceis, quando mais me inspiravam suas docilidades femininas, mais e mais aperfeiçoavam os fios tecidos, ali diante os infinitos afetos de seus olhares meus pesadelos se desfizeram, havia um conjunto imensurável de esquecidos que nem se quer foram algum dia ditos, sutilmente principiara sob linguagens taciturnas a cura, implexo em teus encantos o gozo das paixões fluíam tais como os perfumes de flores por todo jardim, quando dei conta de mim, me vi assim apaixonado pelos entretons da paixão e pus a contemplar o arco-íris de minhas tempestades.

Mineirim das Gerais

04/07/2011

10:01

1 de jul. de 2011

NORTE-AMERICANOS - Efeitos das DROGAS PESADAS (COCAÍNA, CRACK, OXI) .


Resposta minha a um amigo,

Sem moralismo de cunho religioso ou familiar lhe digo que pode até que segue um tempo em que o homem seja capaz de lidar com drogas quaisquer, mas enquanto ainda não conseguir lidar com si próprio e com seu semelhante, creio que seja melhor destruir quaisquer tipos de drogas, mesmo as licitas que são comercializadas em bares, farmácias, lanchonetes, etc.

Infelizmente embasada numa filosofia relativista e de direito à liberdade total ignorantemente interpretados, assistimos velozmente o afã do espírito humano cair por terra e descer esgoto a céu aberto, as conquistas do homem se esvaem facilmente entre os dedos de uma cultura de consumo exacerbado, de uma sociedade sem valores assertivos, não afirmo que os valores de nossos antepassados são os ideais, mas acredito que parte dos costumes podem ser bem aproveitados e explorados para que possamos ressignificar a nós próprios, contudo isso é algo interiorano que se dá de dentro para fora nas relações interpessoais da unidade familiar E DA PRÓPRIA UNIDADE DE SER DE CADA UM DE NÓS.

O homem e o mundo do trabalho e sua socialização cultural são de suma importância moral à consciência do ser a constituir-se – humano -, bem como é significativo ter consciência dos processos que se dão entre as demais esferas sociais, nas quais cada qual traz consigo valores e papéis sociais que possibilita e potencializa uma extensão qualitativa, moral, ética, solidária com potencial à formação psíquica e humanização do indivíduo humano.

Unidade escolar, unidade religiosa, unidade política, unidade econômica, unidade social e unidade do mundo do trabalho -, são essenciais à formação do caráter da consciência moral do sujeito, entretanto sinto uma ausência de convívios harmoniosos sensíveis à maturação humanizadora do homem dentro das demais esferas sociais, seja em função da imaturidade e ignorância por parte dos empregados, seja por parte dos empregadores.

Percebo e vislumbro que outras pessoas demandam tal sensibilidade quanto ao desequilíbrio relacional de cunho interpessoal e em muitos casos até profissional nos espaços de convívios diários aos quais as pessoas se encontram em mais tempo - empresas-. Contudo pressuponho o quão seria de suma importância que dentro dos espaços socializadores haja diálogos mais abertos, sinceros e responsáveis sobre o capital humano que colabora e constitui – o ser humano – e a partir daí, ter como valor essencial o desenvolvimento humano em todas suas dimensões, valorar o sensível é compreender que a evolução não se dá apenas por meio de bens materiais – o ter – e sim com a junção das demais dimensões que compõe o homem.

De todas as unidades apresentadas limito-me a referir apenas a unidade familiar e do mundo do trabalho, no entanto friso que na unidade religiosa concentra-se um disparate antiético e imoral que devem ser postos em xeque, uma vez que como disse muito bem nosso ilustre Paulo Freire É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática.” .

Será necessária a escassez do ter absoluto para o regresso do homem ao Ser?

Cada um de nós age como um girassol, cada qual se posiciona segundo aos raios de sol, todos se encontram num quadrante solar, no entanto em separados, a individualidade da espécie humana não encontra um ponto comum como os demais seres vivos que compreendem que são partes de um ecossistema superior aos seus microssistemas, isso dificulta e destrói a oportunidade de uma reverência natural voltado ao Sagrado e a nós mesmos, não nos reverenciamos diante à existência Suprema que se encontra em cada um de nós e entre os elos que nos completam, graças ao egocentrismo e absolutismo do espírito humano que se julga superior em demasia, pelo menos isso é freado por um numero ínfimo de pessoas, graças a Deus.

Assistiremos todos nós, uns com imensurável alegria e prazer pela conquista adquirida, outros com o Espírito doído pela transgressão degenerativa que mais uma vez terá a vitória, mas esperar o quê de uma sociedade fadada às corrupções em seus mais diversos nichos sociais - igreja, política, economia, ong, partido, escola, educadores, pai, mãe, irmão, enfim o homem seja ele em separado dos grupinhos ou dentro deles -?

Abraços fraternos,

Wellington Bernardino Parreiras
30/06/2011 - 16:00

Diálogos a partir da publicação de fotografias de pessoas que usaram drogas:

Meu companheiro e irmão,

Digo companheiro por ser um dos poucos que pisam o mesmo terreno que eu; digo irmão por comungar comigo as mesmas idéias e inquietações.

Justificado o tratamento, compartilho com o irmão algumas ideias sobre as questões de mercado de consumo tentando relacionar a mídia com a violência contra o outro e contra si.

A palavra mídia é uma apropriação saxônica do latim media (os medias), cujo sentido é mediação ou mediador, ou a preparação necessária para construir uma ponte que ligue um desejo ao objeto desejado, um projeto de ação que possa conduzir a sua efetiva realização. Creio, analisando essa compreensão da mídia e fazendo uma rasa leitura de seus objetivos, que o estreitamento buscado pela mídia nas sociedades de consumo e acumulação capitalista, não leva em conta qualquer sujeito mediador.

Essa construção midiática tem como fim principal eliminar, subjetivamente, qualquer possibilidade do outro; a ligação fica direta: imagem e desejo, desejo e aquisição. Todo o resto se torna um lugar de impossibilidade, de não aceitação. O sujeito vê o objeto e imediatamente o deseja; deseja e imediatamente adquire, mesmo que isso nada acrescente em sua vida. Logo a seguir a imagem do mesmo produto, levemente modificado, é apresentada ao mesmo consumidor que, num átima, deseja e o adquire, descartando o anterior. A isso chamamos alienação.

O problema da violência contra o outro e contra si mesmo, na minha compreensão, surge nas sociedades de grande consumo pelo dilema dessa falta de sentido construída no vazio frio dos produtos que consumimos e que nunca são suficientemente mediados para que, quando conquistados, ganhem alguma significação. O vazio criado por essa incompletude e a angústica de conquistar, sem mediação alguma, todos os prazeres prometidos pela estreiteza proposta pela mídia - e aqui convoco novamente o sentido pleno dessa palavra -, além de eliminar a possibilidade de socializar com o outro os nossos desejos, nossos projetos, nossas mediações enfim, elimina qualquer obstáculo entre aquilo que desejo e o objeto desejado.

Nesse lugar dos desejos imediatos o sujeito perde o direito de opiniar sobre suas vontades, de socializar com o outro esses projetos e até mesmo suas angústias pela impossibilidade de aquisição de alguns deles. Sem esse direito e no isolamento das mediações impossíveis e inaceitáveis, o sujeito se vê só, tem medos e é capaz de matar ou se matar em nome dos desejos que a mídia plantou em sua subjetividade e que, uma vez frustrados, provoca a explosão violenta ou o completo afundamento na lama das drogas de prazeres perversos.


Enfim, é essencial compreender as armadilhas que a mídia planta nas sociedades de consumo, ler criticamente suas entrelinhas buscando entender seus mecanismos para tecer a lógica contrária. Se pregam a imediatez, busquemos as mediações, socializando com o outro nossos projetos, desejos, angústias e dilemas. É preciso, antes de tudo, reconstruir o tecido social que a mídia tão bem sabe desfazer.

Um abraço e boas férias!

Salomão


Salomão,

Honrado amigo e irmão de imensa intensidade e ideologia significativa segundo a essência dos significados muito bem apresentados por vossa pessoa, lhe sou grato pelo afeto e consideração fraterna.

De fato argumentastes muito bem, creio que por ter ciência da subjetivação do sujeito que a mídia educa de modo medíocre os indivíduos, estes que carentes e ignorantes se moldam segundo os perfis lhes impostos.

Por desconhecer os mecanismos inteligíveis e emotivos presentes na psique humana, muitos de nossos semelhantes se sujeitam maciçamente à aculturação alheia e com isso lançam mão de suas intervenções necessárias à mediação evolutiva de sua persona, não obstante mesmo que infimamente preserva em seu íntimo uma essência capaz de irromper tal superficialidade lhe cultivada, no entanto lhe será necessário sair da caverna, mas para tal condição todos nós enquanto indivíduos mais esclarecidos cabem mediar durantes os processos emancipatórios, sobretudo se nos encontramos como atores educacionais que propiciam ao outro o direito de ter acesso ao saber e conhecimento universal do ser humano.

Entre os extremos referidos por mim, ponho-me entre ambos com o intuito de mediar a tal modo que as partes se ressignificam e propõem outras diretrizes: moral, ética, ideolócio-político e afetivo para novos horizontes plausíveis à formação humana.

Um agir embasado em fundamentalismo absoluto nos distancia do equilíbrio da consciência moral, seja no âmbito religioso, político e ideológico que seja seu fundamento ditatorial.

Humildemente tenho a sensação que nos formamos e nos posicionamos apenas a partir de dois extremos, ou isto ou aquilo, o certo ou o errado, o bom ou o mal, bem como há uma relatividade absolutista sempre quando surge uma oportunidade de convite à reflexão integral do homem diante a si próprio e aos seus semelhantes em justaposição à atitude política e jurídica as quais derivam sua extensão humana formativa.

Não vejo respostas a priori senão por meio da Educação integral do sujeito crítico-reflexivo presente nas escolhas de grandes personalidades humanas, Paulo Freire, Edgar Morin, Cecília Meireles, Hannah Arent, Vigotski, Milton Santos, Henri Wallon, Bourdieu, etc..

Meu querido irmão, confesso que sonda-me instantes de descrenças, mas quando estou frente a frete com os excluídos, sinto uma energia e potencia que me retroalimenta e me traz a racionalidade sentidos e significados para continuar na grande batalha em prol da liberdade e do direito à formação humana plena.

Abraços fraternos,

Wellington Bernardino Parreiras

01/07/2011 - 11:47

DESPERCEBIDO PELO DESPERDÍCIO - CHICKEN A LA CARTE


Despercebido pelo desperdício

Chicken a la Carte

Desperdício

Natureza

Em toda sua extensão


Fauna

Flora


Bebês

Crianças


Adolescentes

Jovens


Adultos

Idosos


(eu)


Quando do outro lado de mim

Agradecem pelo resto


Alguém

Despercebido

Pelo desperdício

Mineirim das Gerais

01/07/2011

09:42

15 de jun. de 2011

DESABAFO DE UM EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO (RS)


segunda-feira, 13 de junho de 2011


É lamentavel , mas infelizmente é verdade...

São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do país, talvez por causa de homens como este!

EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO

Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul.

Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:

"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .

Vocês não acreditam?

Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.

Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.

Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.

Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.

Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.

Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.

Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?

Eu honestamente acho que não.

Por isso recorri à Justiça.

Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.

Estou revoltado.

Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.

O Estado brasileiro está completamente falido.

Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico.

A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.

E quem é o Estado?

Somos todos nós.

Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.

Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.

Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.

Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar...

Não temos mais tempo a perder.

As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.

A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.

Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.

E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.

Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.

Somente consequi completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.

Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.

Eu precisava fazer minha empresa crescer.

Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.

Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.

A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.

O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.

Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe..

Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.

Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...

E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade.

O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia.

No mínimo, ele trabalhará mais feliz.

Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.

Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.

Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes.

Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas .

Mas infelizmente não consigo fazer isso.

Eu sou um teimoso.

No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.

Quem vai fazer no seu lugar?

Até agora, tem sido a iniciativa privada.

Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.

As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.

Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.

Não é o meu objetivo.

Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso:

as pessoas.

Eu sou mesmo teimoso!...

Não tem jeito...

"No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes.
Na educação é o 85º e ninguém reclama..."

EU APOIO ESTA TROCA
TROQUE 01 PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES

O salário de 344 professores que ensinam = ao de 1 parlamentar que rouba
Essa é uma campanha que vale a pena!
Repasso com solidária revolta!