Apresentada por Marcos Palmeira, a série exibe documentários sobre as diversas tribos indígenas espalhadas pelo Brasil e, a partir deste mês, exibirá também documentários sobre povos nativos do mundo todo.
31 de mai. de 2009
A'uwe . "Povo Indígena"
Apresentada por Marcos Palmeira, a série exibe documentários sobre as diversas tribos indígenas espalhadas pelo Brasil e, a partir deste mês, exibirá também documentários sobre povos nativos do mundo todo.
MEC pedirá obrigatoriedade de gradução superior para todos os professores.
O Ministério da Educação vai apresentar um projeto de lei ao Congresso Nacional que obriga a graduação superior para todos os professores. Segundo a proposta, para dar aula nos anos iniciais do ensino fundamental, de primeira a quarta série, será necessário ter no mínimo o curso superior de licenciatura. Para os professores da educação infantil, não haverá mudança. Será exigido apenas o ensino médio. De acordo com o ministro Fernando Haddad, o projeto também prevê uma nota mínima no Enem para o ingresso nos cursos de graduação para formação de professores.
Reflexões sobre Historia da Educação no Brasil, Déficit Educacional e Políticas Educacionais
“Um dia virá em que só se terá um único pensamento: a educação”
(Nietzsche, F. Fragmento Póstumo, 1875).
Pensar o déficit educacional sem considerar as variáveis é um tanto quanto irresponsável, pelo menos por parte dos representantes diretos do sistema educacional e das Políticas Educacionais no Brasil.
Não é possível conceber que a Educação Infantil seja responsabilidade de pessoas sem a mínima formação educacional conceitual em que os sujeitos da educação tenham como prioridade uma formação humana digna de profissionais habilitados segundo às necessidades exigidas na Educação Infantil.
A desvalorização da Educação no Brasil se inicia justamente nos primórdios da Educação, os demais níveis e modalidades de ensinos só são passíveis de investimentos, ainda que ínfimos, em função de uma cultura mercadológica do sistema capitalista.
A História da Educação no Brasil perpassou e transcorre por uma regência em que pondera os cifrões, as notas musicais determinam as escalas de investimentos, tratar de Educação, deve ser sem sombra de duvidas, averiguar se haverá um retorno significativo para sistema capitalista.
Tal ordenamento se dá em comunhão com o dogma da política-econômica apresentada por Nietzsche em seu brilhante Escritos sobre Educação. Creio que Nietzsche pode aportar importantes contribuições para o debate atual em torno da educação.
É no fazer políticas que as decisões são valoradas em conformidade às conveniências assertivas que assegurem a liquidez desenvolvimentista, não é qualquer Educação que é digna de investimentos, algumas são substancialmente gastos insignificantes, a estas só resta determinar que tipo e até que ponto se deve gastar, em contrapartida há outras políticas que favorecem a Educação desde que corresponde à fluidez do bom retorno monetário, aí sim, todo investimento possível deve ser empreendido.
É perceptível na historicidade da Educação no Brasil que o Estado enquanto fantoche, apenas maqueia politicamente o investimento da Educação. Entendendo a Educação como uma coisa só, a educação que se inicia na educação infantil não é uma educação-mirim, o conhecimento não se dá em separado, Educação é Educação, no entanto, sua gradatividade se dá em função de um pensamento cartesiano, este que separa em níveis e subníveis o conhecimento.
Não se educa para atravessar uma avenida apenas olhando para um só sentido e tampouco para olhar apenas o sinal verde, pelo menos no Brasil e em especial em Belo Horizonte, o pedestre que confia sua segurança a um sinal verde de pedestre, põe sua vida em risco, uma vez que faz necessário olhar não só o sinal de pedestre verde, bem como olhar para o motorista que se encontra em um veículo motorizado.
Se um sujeito é educado para atravessar uma avenida como Amazonas ou Afonso Pena sem uma compreensão do todo e de suas partes constitutivas, fatalmente morrerá em sua primeira tentativa de atravessar a avenida.
Outra questão inadmissível é a diferença entre salários dos profissionais da Educação no Brasil, acredito que o valor deva ter um patamar igual, só havendo diferenciação se o profissional for dotado de títulos e em especial for um profissional colaborador de projetos educacionais em sua comunidade escolar e no entorno da Escola.
Mas enquanto o Estado-fantoche estiver a serviço dos cifrões do sistema capitalista e a Ciência ainda permanecer no paradigma cartesiano, mais séculos e milênios vindouros passaram a passados e a Educação se encontrará em idêntica situação no Brasil.
Wellington Bernardino Parreiras
Graduando em Pedagogia pela FaE/CBH/UEMG
Belo Horizonte, 30 de junho de 2009.
30 de mai. de 2009
Educação e tecnologia
JORNAL VIRTUAL PROFISSĂO MESTRE
Profissăo Mestre – Ano 7 Nº 119 – 29/05/2009
Educação e tecnologia
Uma gama de informações e notícias nos é passada todos os dias sobre vários temas. Algumas nos dizem respeito e outras, que nada têm a ver conosco, na maioria das vezes, nem as registramos porque não nos sensibilizou ou porque é de pouca importância para o nosso dia-a-dia.
Tenho observado, no entanto, que fatos novos passaram a fazer parte do nosso cotidiano. Notícias a respeito do avanço tecnológico em diversos segmentos, das novas tecnologias de ponta na indústria, no comércio e na área da saúde. Chegam-nos, também, informações a respeito dos avanços na informática, na cinemática, nas transmissões de dados via satélite e por aí afora.
Chego a pensar que Peter F. Drucker, em seu livro “Uma era de Descontinuidade”, editado no Brasil em 1976, estava certo com relação ao futuro e as mudanças que estariam por acontecer e, sobretudo, no conceito das relações sociais.
Mas uma coisa me chamou a atenção neste cenário e que também a ele não passou despercebido; se estamos vivendo a era do conhecimento e da informação, quando é que a tecnologia vai chegar à educação?
Passam-se os anos e o cenário que vemos na maioria das escolas é o mesmo – um quadro negro, uma caixa de giz, um apagador, um (a) professor(a), um armário trancado com chave repleto de curiosidades, alunos sentados em fila, um atrás do outro, e um regime autoritário que inibe as melhores ações tanto de professores como de alunos.
Felizmente, somos sabedores da existência de modelos mais avançados em determinados níveis da educação, principalmente no ensino superior, que projeta e alavanca o conhecimento de maneira dinâmica, numa perfeita simbiose de tecnologia e informação, com vistas ao crescimento do ser humano, atravessando fronteiras.
Refiro-me ao ensino a distância, onde a tecnologia está associada às novas técnicas metodológicas de ensino, com resultados surpreendentes. Na maioria dos casos, os alunos assistem às aulas numa sala beneficiando-se de equipamentos e sistemas modernos de comunicação à distância, absorvendo conhecimentos de profissionais de renome internacional, altamente capacitados e experientes no mercado de trabalho a um custo relativamente baixo, se comparado ao sistema convencional que exigiria um dispêndio muito maior de parte da instituição de ensino e do aluno, por conseguinte.
O modelo educacional ainda vigente e aceito pela maioria das pessoas é o da presença física do educador numa sala de aula, com guarda-pó, giz e apagador. Já o formato e a metodologia de ensino adotado por esta nova onda na educação nos mostra uma mudança há muito desejada, pois já estamos vivendo o futuro da era “Flash Gordon” onde a teleconferência é uma realidade, quando aproxima executivos de diferentes partes do mundo, quando um médico assiste a uma cirurgia de cérebro ocorrendo do outro lado do planeta, em tempo real, e quando um professor discute conceitos sobre administração, matemática ou robótica de qualquer lugar do mundo, com a mesma qualidade, competência e sabedoria.
Não podemos fechar os olhos para o avanço da tecnologia e para as mudanças que já estão acontecendo ao nosso redor. O ensino à distância é uma realidade incontestável, como falar ao celular, ouvir música e enviar foto através de um único aparelho, além de ser uma excelente opção para aqueles que buscam o conhecimento com menor custo e qualidade.
Mauricio Campos de Menezes – Professor, especialista em Auditoria e em Administração Financeira – diretor do Centro de Ensino e Aperfeiçoamento para Empreendedores - CENAEMP - Rondonópolis – Contato: mauriciocmenezes@uol.com.br.
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Gostaria de receber textos seus, professor! Como é a administração da sua escola? O que dá certo e o que dá errado? Você implantou algum projeto que deu certo e gostaria de dividi-lo com seus colegas? Envie para mim: priscila.conte@humanaeditorial.com.br.
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Bom final de semana.
Priscila Conte
29 de mai. de 2009
Juiz que ordenou soltura de presos em MG resolve largar a carreira
FREDERICO VASCONCELOS
enviado especial da Folha de S. Paulo a Contagem (MG)
Afastado desde 2005, quando determinou a soltura de 59 presos que cumpriam pena ilegalmente em delegacias superlotadas na comarca de Contagem (MG), o juiz Livingsthon José Machado, 46, resolveu abandonar a magistratura.
O caso chamou a atenção para a situação caótica do sistema carcerário e desafiou o discurso do governador Aécio Neves (PSDB) de que a segurança pública era uma prioridade.
O juiz diz que foi punido sem direito de defesa. Em abril último, recusou a remoção compulsória para uma vara cível. O Tribunal de Justiça de Minas reúne-se hoje para decidir sua aposentadoria compulsória.
Leia, a seguir, trechos da entrevista de Machado, que deve publicar no segundo semestre o livro "A Justiça por Dentro: Abrindo a Caixa-Preta".
*
FOLHA - Qual era a situação carcerária quando o sr. assumiu a Vara de Execuções Criminais em Contagem?
LIVINGSTHON JOSÉ MACHADO - À época [2005], havia seis unidades prisionais [em delegacias] e uma prisão de segurança máxima. As seis delegacias tinham presídios em situação irregular.
Num distrito, em razão do excesso de presos, o delegado pôs uma grade no corredor, que virou uma cela com 28 presos.
FOLHA - Por que o sr. determinou a primeira soltura de presos?
MACHADO - Naquele distrito, 16 presos cumpriam pena ilegalmente. Ordenei a transferência deles depois que o Ministério Público pediu a interdição do presídio. Como foi vencido o prazo e não houve a transferência, expedi 16 alvarás de soltura.
O Estado, através da Procuradoria, ajuizou um mandado de segurança, dizendo que a decisão contrariava o interesse público. O desembargador Paulo César Dias deu a liminar e suspendeu a ordem de soltura.
Duas semanas depois, a situação em outro distrito era caótica. Em quatro celas, cada uma com capacidade para 4 presos, havia 148, dos quais 39 esperavam transferência para a penitenciária havia quatro anos. Também expedi mandado de soltura para os 39. Novo mandado de segurança foi impetrado e nova liminar foi dada.
FOLHA - Ficou caracterizado que houve desobediência sua?
MACHADO - A alegação foi que eu desobedeci reiteradamente a decisão do desembargador. Não houve isso. No dia 22 de novembro de 2005, um juiz corregedor me avisou que eu seria afastado no dia seguinte.
Fui afastado sem possibilidade de defesa. Só fui intimado para responder a esse processo em março do ano seguinte. Em setembro de 2007, a corte decidiu o meu afastamento. Apesar de a lei dizer que juiz só pode ser afastado por decisão de dois terços, esse quórum não foi alcançado. Só um desembargador examinou as provas. Votou pela minha absolvição.
FOLHA - Como o Ministério Público atuou no caso?
MACHADO - Nomeou uma comissão de dez promotores para apurar possíveis crimes que eu teria praticado. Quando foi assassinado um promotor em Belo Horizonte, a Procuradoria designou três promotores.
FOLHA - Qual foi a reação dos juízes de primeiro grau?
MACHADO - A associação dos magistrados fez uma nota depois do meu afastamento, dizendo que era inadmissível aquela ingerência. Houve solidariedade de juízes de outros países. Independentemente de chamar a atenção ou não, eu faria o que fiz. No país há um descaso com a população carcerária. O que fiz foi cumprir o dispositivo constitucional de que a prisão ilegal deve ser relaxada.
FOLHA - Como o sr. recorreu das decisões?
MACHADO - Assim que o tribunal decidiu me afastar, recorri em mandado de segurança aqui no tribunal. Foi denegado.
Contra essa decisão, impetrei um recurso ordinário que tramita no Superior Tribunal de Justiça. Publicada a decisão do tribunal daqui, entrei com recurso no Conselho Nacional de Justiça em 10 de outubro de 2007. Ficou um ano e meio sem o então corregedor despachar.
Foi distribuído ao relator Paulo Lobo, que, após alguns meses, disse que não conhecia da revisão [não seria o caso de julgar], porque eu já havia ajuizado recurso ordinário no STJ.
Eram coisas diferentes. No CNJ, alego que não houve desobediência. No STJ, contesto a decisão do tribunal. Contra essa denegação do CNJ, há um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal, cujo relator é o ministro Menezes Direito, que indeferiu a liminar. Agora, o tribunal em Minas abriu processo para minha aposentadoria compulsória.
FOLHA - Por que o sr. não aceitou a remoção para uma vara cível?
MACHADO - Há recursos a serem decididos. Se eu assumisse, estaria aceitando a punição.
FOLHA - O governo do Estado alega que acelerou a construção e a melhoria de presídios. É verdade?
MACHADO - Aqui, em Contagem, as unidades prisionais deixaram de existir em 2007.
Hoje, só existe a penitenciária.
De certa forma, foi um dos efeitos da ação. Não tem mais preso condenado em delegacia aguardando vaga na penitenciária.
Foi criado um centro de internação provisória. Mas, num distrito investigado pela CPI do Sistema Carcerário, viram que a situação continuava grave.
FOLHA - Quando o sr. decidiu que iria deixar a magistratura?
MACHADO - Quando vi a Constituição sendo rasgada.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u572337.shtml
23 de mai. de 2009
I Encontro dos Pesquisadores em Educação dos Programas de Pós- graduação de Belo Horizonte
08:00 h às 08:30 h – Credenciamento
08:30 h às 09:00 h – Sessão de Abertura
09:00 h às 10:00 h – Conferencia de abertura
Tema: “Produção Acadêmica e Política da Pós-Graduação”
10:00 h às 12:00 h – Apresentação de trabalhos (comunicações)
14:00 h às 15:30 h – Apresentação das linhas de pesquisa pelos Programas CEFET/MG e PUCMINAS
16:00 às 17:30 - Apresentação das linhas de pesquisa pelos Programas UFMG e UEMG
17:30 h às 18:30 h – Intervalo com lançamento de livros
18:30 h às 20:30 h - Apresentação de trabalhos (comunicações)
08:00 h às 09:30 h - Apresentação de trabalhos (pôsteres)
10:00 h às 12:00 h - Conferência de encerramento
Tema: “Inserção Social da Pesquisa dos Programas para Belo Horizonte”
14:00 h às 16:00 h - Apresentação de trabalhos (comunicações)
Fonte: Esta mensagem foi enviada pelo CEFET-Mail / www.cefetmg.br
Educador Social no Brasil

2. Idade: 35 anos
3. Escolaridade: Pedagogia em curso
4. Há quanto tempo você trabalha como educadora social?
5 anos, apenas enquanto voluntário em uma Fraternidade Espírita.
5. Você fez algum tipo de especialização na área da pedagogia social? Quando foi e quanto tempo durou?
Não fiz
6. Como é sua rotina como educador(a) social?
Por ser esporádica a atuação é tranqüila, só participo das aulas, mini-cursos e oficinas quando tem.
7. Como é sua interação com as crianças/jovens/adultos?
Profissional, no entanto, afetiva e solidária, como se fosse eu no lugar deles, sem em momento algum suplantá-los e desmotivador, ou seja, assistencialista, busco despertar neles uma consciência ativa para que sejam sujeitos autônomos capazes de promoverem sua vida a partir das oportunidades presentes em suas vidas.
8. Como você descreve seu trabalho na Ong?
Satisfatório e ao mesmo tempo ínfimo, posto que o tempo é muito pouco e carente de mais voluntários e de responsabilidade social da sociedade como um todo e dos órgãos públicos.
Sim, pois é o momento em que encontro forças e respostas para lidar com as adversidades que em muitas vezes nos deixam impotentes, no entanto, acredito que o Ideal é termos uma sociedade de direitos e deveres iguais, onde todos tenham dignidade socioeconômica.
10. Qual é a faixa salarial?
Voluntário
11. Na sua opinião, quais são as maiores dificuldades enfrentadas na sua profissão?
O fato dos sujeitos serem totalmente abnegados, sofrido, desesperaçosos e culturalmente crentes que é assim porque Deus quis e que é obrigação do outro ajudar dentro da perspectiva do assistencialismo, indiretamente, melhor, em sua subjetividade a violência simbólica de Pierre Bourdieu é interiorizada de tal modo que a desconstrução torna-se quase que impossível, pelo menos sobre os que já se encontram em determinados estados em que seu cognitivo e sua força física não permitem que outros horizontes sejam possíveis. É preciso re-educar o povo e as elites como nos ensina Paulo Freire, Milton Santos, Mandela, e outros que sabem o que dizem, porque fazem por meio de um sentimento verdadeiramente humano, segundo o ideário de ser humano.
12. De onde surgiu o seu interesse pela educação social? Como ficou sabendo desta profissão?
O humano, ser humano, sensível e inteligível, saber que o outro sou eu mesmo disfarçado de estranho, de sentir a natureza e saber que a vida é uma existência aprisionada pela racionalidade distorcida e em sua essência há coberto um sentimento que pode ressignificar o ser humano.
Soube do educador social ainda criança, ainda pré-adolescente e jovem, isso se sabe quando se vê e se sente enquanto fruto de uma exclusão desumana, abrupta e egocêntrica, entretanto, a terminologia Educador Social é recente, como a tudo que hoje temos conceitos novos, uns com definição e essência ressignificados, enquanto outros conceitos apenas polidos para que dêem a impressão de que as coisas evoluíram e que temos uma consciência como ta,l que nos faz parecer mais sábios.
13. Quais as competências devem ter um educador social e quais são os maiores desafios para estes profissionais?
Ser responsável, ter comprometimento com o conhecimento dinâmico que nos movimenta, respeitar a vida em toda sua magnitude, saber sentir e co-responder em igual intensidade e confiança que o outro deposita, saber convidar aos desprovidos e se sujeitos asujeitados, alienados e talvez sem a possibilidade de enxergar e reconhecer em si próprios, recursos para serem autônomos e junto com a ONG responsável e parceiros, é preciso dialogar com as outras esferas sociais, saber trabalhar em rede.
Resumindo, ser ético e atender às necessidades reais dos sujeitos envolvidos de forma a propiciar uma promoção social e não um assistencialismo que diminui ainda mais os desprovidos de dignidade social.
14. Vocês têm algum projeto em andamento para a regulação desta profissão?
Não tenho, acredito que antes de tudo deve-se pensar sobre se no Brasil há mesmo o Educador social ou não, pois, temos os recreadores denominados enquanto Educadores sociais, deve-se refletir sobre isto antes de regular a profissão, já que o recreador não participa do desenvolvimento socioeducacional e socioeconômico dos sujeitos e sim atuam recreativamente, apenas um lazer, enfim um pão e circo contemporâneo.
Não sei defenir, mas posso adiantar que os profissionais se bem preparados e responsáveis, seriam os Pedagogos e os Assistentes Sociais, isto se levarmos em conta a gênese do caráter do significado de Educador Social. É bem verdade que no Brasil e em especial em Belo Horizonte e regiões próximas, usa-se o recreador, este que pode ser de quaisquer áreas do conhecimento, não que o Educador Social deva ser apenas os que mencionei, só que quem quer que seja deve estar em sintonia com a responsabilidade social.
16. Você nota em seu meio algum grau de satisfação e/ou insatisfação em relação à profissão educador social?
Em rede acabamos apoiando as limitações dos que dificultam os processos, não que seja a solução, mas as coisas devem prosseguir, porém, há sempre insatisfações relevantes que devemos dialogar e entre os colaboradores e os órgãos públicos e os assistidos pensar uma resolução que não deixa dar fim ao construto social em que nos propomos.
17. De modo geral, no campo da pedagogia social, qual é o grau de dificuldade de inserção destes profissionais no mercado de trabalho?
Em primeior instancia é a desvalorização do profissional Pedagogo, por conseguinte, a própria comunidade assistida, já que ambos são pedras nos sapatos do capitalismo e dos políticos que em grande parte favorecem as desvalorizações citadas. A pedagogia por ser libertadora, por permitir uma reflexão critica e autônoma e por estar liga a raiz, a massa. Seus profissionais são descaracterizados primeiramente em sua terminologia, logo depois em sua renumeração e em seus recursos disponíveis e sobre uma concentrada administração em muitos casos, uma administração mercadológica, o mercado de trabalho faz jus a concepção de educador social, ou seja, um educador que tem como objetivo uma recolocação no mercado de trabalho.
18. Dentro da área da educação social, quais são as possibilidades de continuidade de estudos? Isto é, quais são as possibilidades de mestrado e doutorado?
São múltiplas as possibilidades de reflexões, pesquisas e de intercâmbios não só nacionais, bem como internacionais, por exemplo, em Portugal o Educador Social é hipervalorizado e possui seu código deontológico . acredito que seja saudável explorar e dialogar de formas trasn-multi-pluridisciplinar.
19. Quais são as possibilidades de atuação do educador social em Belo Horizonte?
Diversas, não só em Belo Horizonte, como em todo lugar, uma vez que as desigualdades socioeconômicas são reais e necessárias dentro de um sistema político-econômico pautado na concentração de lucros para uma parcela ínfima que governam os povos.
7º Seminário Nacional ABED de Educação a Distância
O tema central do Seminário é a “Polifonia na Docência e Aprendizagem Online”, envolvendo os diversos canais e as diversas vozes que participam da educação online. As atividades serão realizadas tendo sempre como referência os conceitos de interatividade e bidirecionalidade.
O evento envolverá inúmeras atividades síncronas e assíncronas em diversas plataformas, como: listas de discussão por email, ambientes virtuais de aprendizagem, redes sociais, blogs, wikis, podcasts, vídeos, videoconferências, rádio, televisão, games e mundos virtuais.
Um dos objetivos do 7º SENAED é demonstrar, na prática, como essas diferentes ferramentas podem ser adequadamente utilizadas na educação a distância. O evento pretende, também, discutir o grau de proximidade que é possível alcançar com essas ferramentas e tecnologias entre os diversos personagens que participam da EaD.
Entre os debates, um interesse especial será dedicado à formação para a docência online e ao personagem “tutor”, incluindo sua contratação, remuneração, formação e qualificação.
Ainda teremos a discussão de outros temas, dos quais podemos destacar o papel do MEC na regulação da EaD; a situação da UAB - Universidade Aberta do Brasil; a validação de cursos de mestrado realizados no exterior; pós-graduação stricto sensu a distância; a qualidade dos cursos desenvolvidos na modalidade a distância e a introdução da EaD no ensino fundamental e médio.
As atividades envolverão palestrantes e moderadores que se destacam na prática e reflexão sobre EaD, contando com o apoio de diversos polos distribuídos pelo país. Os trabalhos e palestras apresentados durante o evento, assim como o resultado das discussões e construções coletivas, serão publicados no primeiro número da Revista da ABED, a ser lançada durante o 15° CIAED.
Importante: O 7º SENAED será gratuito, com muitas atividades abertas, mas para se inscrever, participar de algumas atividades fechadas e ter direito ao certificado, você precisa ser associado à ABED.
22 de mai. de 2009
O AVESSO DA CENA
O livro - O público que vê um espetáculo no palco não imagina a infinidade de providências que precisam ser tomadas nos bastidores, antes, durante e depois daquele breve período em que o artista está em cena. Aos olhares leigos, a impressão é de que tudo acontece num passe de mágica, de modo quase espontâneo e sem maiores esforços. Entretanto, essa visão romântica se dissipa instantaneamente quando se mergulha no universo das coxias. Ali, a vida real se faz presente com a mesma intensidade de qualquer outro campo profissional. Uma legião de anônimos trabalha arduamente para que tudo esteja pronto e perfeito no momento da abertura das portas ao público. O Avesso da Cena coloca em foco o emaranhado técnico, administrativo, financeiro e político que dá suporte à cena cultural brasileira. Um mundo distante das luzes dos refletores, mas cuja compreensão se revela cada vez mais determinante para a profissionalização num setor que se expande em velocidade acelerada.
O Avesso da Cena é destinado àqueles que desejam se familiarizar com o contexto da produção e da gestão cultural e com a dinâmica dos empreendimentos da área. Sua leitura é recomendável aos estudantes dos cursos de produção e gestão cultural, aos artistas e produtores, aos gestores de instituições culturais públicas e privadas e de organizações sem fins lucrativos, bem como aos alunos e profissionais de campos como administração, marketing e comunicação.
Editora: DUO Editorial
Rômulo Avelar - Administrador formado pelas Faculdades Promove de Belo Horizonte. Produtor e gestor cultural, responsável pela produção e direção de diversos espetáculos musicais. Estudou na Ecoar, a primeira escola de produção cultural criada no país, em 1990, no Rio de Janeiro.
Atuou em empresas como Fiat, MBR e Teatro Alterosa, e na área pública, como superintendente de Cultura de Contagem – MG, diretor de Promoção da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, de Belo Horizonte, assessor especial da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e presidente da Comissão Técnica de Análise de Projetos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
Desde 1998, tem ministrado cursos nas áreas de produção, gestão, planejamento e marketing cultural, em várias cidades brasileiras. Atualmente, trabalha como assessor de planejamento do Grupo Galpão e do Grupo do Beco.
Serviço:
O AVESSO DA CENA
Lançamento do livro de Romulo Avelar, terça-feira, dia 26 de maio de 2009, às 19h30, no mesanino do casarão, em Uberaba (MG)
Editora: DUO Editorial - www.duoeditorial.com.br
http://www.jornaldeuberaba.
Educação e Arte
21 de mai. de 2009
HQ sobre índios une arte e antropologia
"Condição plural"
Eles tomam decisões ativas, não apenas reagem aos acontecimentos", diz o quadrinista.
OS BRASILEIROS
Autor: André Toral
Editora: Conrad
Quanto: R$ 38 (88 págs.)
http://www1.folha.uol.com.br/
Educação, Sexualidade, Gênero e Diversidade
Seminário Educação, Sexualidade, Gênero e Diversidade - 11 a 13/08/09 - Rio de Janeiro (RJ)
O objetivo do Seminário é criar um espaço de troca e articulação entre pesquisadores, estudantes, profissionais de educação e saúde, ativistas e representantes da sociedade civil que desenvolvem pesquisas e ações no campo da Sexualidade, do Gênero e da Educação.
Vamos aqui entender a Escola como um espaço de construção de significados, representações, valores, identidades e normatizações, em especial no que diz respeito a gênero e sexualidade. Nos últimos anos se desenvolveram políticas públicas em sexualidade que têm como espaço fundamental de atuação a Escola. Mas essas políticas têm sido bem sucedidas? Que concepções teóricas e políticas estão por trás dessas ações? Qual o papel da Universidade no desenvolvimento dessas ações e dessas políticas? Como diferentes linhas dentro do próprio pensamento científico vão significar a sexualidade?
Essas e outras questões estarão em discussão durante mesas redondas, apresentações de trabalho e bate-papos, ao longo do seminário. A sua participação, não só assistindo, mas debatendo e trazendo a sua experiência, é fundamental.
Período
11, 12 e 13 de agosto de 2009
Local
Fórum de Ciência e Cultura
Universidade Federal do Rio de Janeiro - Praia Vermelha
Rio de Janeiro
Realização
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Programa Papo Cabeça
Projeto Diversidade Sexual na Escola
Apoio Institucional
Pró-Reitoria de Extensão
Financiamento
Ministério da Educação
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade
Inscrições de trabalhos e participantes: www.papocabeca.me.ufrj.br/
(21) 2598-9691
Agenda Acadêmica - Ciências & Cognição
Ciências & Cognição – http://www.cienciasecognicao.
Agenda Acadêmica – http://blog.cienciasecognicao.
Postado por Ciências & Cognição no Agenda Acadêmica em 5/14/2009 03:06:00 AM
12 de mai. de 2009
Dandara. Reflexões sobre os Oprimidos
O Mundo tal como nos fazem ver, o Mundo tal como ele é, e o Mundo tal como ele pode ser, uma outra Globalização!
A vida não é monótona, a vida não é restrita, a vida não é um condimento, a vida é existência, entretanto, às expectativas deliberadas por outros que desconsideram nossas próprias autonomias.
Wellington Bernardino
12/05/2009
1 de abr. de 2009
Deveres e direitos do Educador Social
Fonte: http://susanapiresedsocial.blogspot.com/2008/04/cdigo-deontolgico-do-educador-social-em.html
Deveres e direitos do Educador Social
- Ponto 1- Em relação a si mesmo e à profissão
1. O Educador Social deve reger o seu trabalho pelo critério da eficiência e competência profissional, tomando como referência as técnicas e metodologias reconhecidas pela prática social e interventiva e pela ética profissional.
2. O Educador Social tem o direito e o dever ao seu desenvolvimento profissional, através de actividades de formação permanente, sendo também promotor da sua auto-formação e actualização científica e metodológica tal como agente activo na inovação e investigação sócio-educativa.
3. O Educador Social deve assumir responsabilidade profissional nas matérias para as quais esteja capacitado pessoal e tecnicamente e com as quais se compromete.
4. O Educador Social deve desenvolver uma atitude de análise crítica e reflexiva permanente em relação a si próprio e ao seu desempenho profissional.
5. O Educador Social não deve praticar e tem o dever de denunciar às entidades competentes qualquer exercício sócio-educativo anti-ético, prejudicial ou com efeitos nocivos quer para o utente, para as instituições ou para a sociedade, praticados por Educadores Sociais ou por outros profissionais.
6. O Educador Social deve contribuir através da sua acção profissional para a dignificação social da sua profissão.
7. O Educador Social deve defender e fazer respeitar os direitos e deveres inerentes à sua profissão, tal como os constantes neste código.
8. O Educador Social deve ter para com os seus colegas respeito, consideração e solidariedade que fortaleçam o bom conceito da categoria.
9. O Educador Social deve esforçar-se para desenvolver em si qualidades pessoais que optimizem o seu desempenho profissional, tais como a paciência, a tolerância, o autocontrole, a empatia, o altruísmo, o equilíbrio.
10. O Educador Social deve associar-se e prestigiar as associações e órgãos representativos da profissão, contribuindo para a harmonia e coesão profissional e para o desenvolvimento da profissão, enriquecendo-a através da investigação e da partilha de resultados.
11. O Educador Social deve programar e planificar as suas intervenções sócio-educativas não as deixando ao acaso e à aleatoriedade, recolhendo o maior número possível de informação que fundamente a sua intervenção.
12. Deve-se considerar Educador Social o profissional que detém uma formação adequada, de acordo com os diversos graus formativos previstos e ministrados e a devida comprovação pelas entidades competentes.
13. O Educador Social deve gozar de privacidade na sua vida particular, devendo no entanto ser coerente com a sua postura profissional durante o seu relacionamento informal, considerando a pedagogia do exemplo.
14. O Educador Social tem direito ao exercício autónomo e reconhecido da sua profissão nas instituições públicas e privadas.
- Ponto 2- Em relação aos utentes
1. É dever do Educador Social informar, esclarecer e promover a participação dos utentes nos diversos momentos do processo pedagógico.
2. O Educador Social deve procurar desenvolver nos utentes competências que lhes permitam uma positiva integração social no contexto em que vivem. Deve procurar o desenvolvimento integral da pessoa sustentado em atitudes de respeito, criatividade, iniciativa, reflexão, coerência, sensibilidade, autonomia, fomentando a confiança e auto-estima.
3. Durante a relação educativa o Educador Social não deve manter um relacionamento com o utente que condicione nocivamente a boa prestação do seu desempenho profissional.
4. O Educador Social deve consciencializar o utente do problema que ele atravessa e esclarecer os objectivos e a amplitude da sua actuação profissional.
5. O Educador Social deve desenvolver com os utentes uma relação educativa ideologicamente desinteressada que promova o autoconhecimento cultural e o reconhecimento da multiculturalidade.
6. O Educador Social deve guardar o sigilo profissional, não utilizando indevidamente as informações que dispõe sobre os utentes e as famílias, só podendo ser transmitidas em situação de trabalho multidisciplinar, quando daí advenha benefício para a acção sócio-educativa.
7. O Educador Social não deve usar metodologias que afectem a dignidade dos utentes, respeitando a sua integridade.
8. O Educador Social deve ser cauteloso mas objectivamente crítico nas afirmações que profere e nos juízos que efectua sobre questões que possam dar azo a generalizações e a estigmatizações.
9. O Educador Social não deve na sua prática profissional criar expectativas no utente que não sejam possíveis de concretizar.
10. O Educador Social deve respeitar os direitos educativos das famílias com relação aos utentes numa postura de cooperação entre a família e a equipa sócio-educativa, entendendo a família como agente de socialização essencial ao utente.
11. O Educador Social deve ser conhecedor do contexto familiar da sua intervenção, desenvolvendo o contacto directo e contínuo de forma coordenada com a família.
12. O Educador Social tem o direito ao respeito por parte dos utentes e das famílias.
- Ponto 3- Com relação às instituições
1. O Educador Social deve respeitar de forma plena os compromissos assumidos com os contratadores, assim como, cumprir as normas institucionais vigentes.
2. O Educador Social deve salvaguardar a autonomia de critérios e procedimentos essenciais ao desempenho da sua função profissional, podendo recusar tarefas que comprometam a sua integridade profissional.
3. O Educador Social não deverá aceitar substituir profissionalmente um colega que tenha sido exonerado por defender os princípios e normas deste código no exercício da profissão.
4. O Educador Social deverá ver garantida a confidencialidade dos documentos e arquivos do seu uso profissional, assim como a inviolabilidade do local de trabalho.
5. O Educador Social tem direito a um contrato de trabalho e remuneração adequados às funções que desempenha, assim como de usufruir de condições e recursos adequados à sua prática profissional e de ser correctamente informado das tarefas que deverá desempenhar.
6. O Educador Social deve assumir a identificação com os objectivos e com o projecto institucional, desde que não contrariem os seus princípios deontológicos.
7. O Educador Social deverá ser promotor de princípios de parceria e intersectorialidade entre instituições, quando essa estratégia for ao encontro dos objectivos da prestação profissional.
8. O Educador Social tem direito a despender de algumas horas do seu horário de trabalho para actualização das suas competências profissionais através de experiências formativas.
- Ponto 4- Com relação aos outros profissionais
1. O Educador Social deverá manter em relação aos outras profissionais, princípios de cooperação interdisciplinar, sem desrespeito pela autonomia e pelas competências específicas de cada profissional.
2. O Educador Social não deve tecer comentários pejorativos e desvalorizadores em relação ao trabalho desenvolvido por outros profissionais. A sua crítica deve ser construtiva e dirigida ao profissional, assumindo o educador plena responsabilidade por ela.
3. O Educador Social não deverá compactuar com o exercício ilegal da profissão, correspondendo-lhe o direito de denunciar actos ilícitos, usurpadores ou faltas éticas dos outros profissionais.
4. É dever do Educador Social fornecer à equipa ou seu substituto, toda a informação necessária à prossecução e continuidade positiva do trabalho sócio-educativo.
5. O Educador Social não deve prejudicar deliberadamente o trabalho e a reputação de outro profissional, nem imiscuir-se na prestação e no relacionamento profissional dos outros profissionais.
6. No seu desempenho profissional o Educador Social deve atribuir prioridade ao profissionalismo em detrimento da afectividade no relacionamento com os elementos da equipa de trabalho.
7. O Educador Social deve assumir como suas aquando da implementação, as decisões apuradas em equipa de trabalho, mesmo quando haja manifestado a sua discordância no momento da decisão.
8. O Educador Social deve elaborar e planificar em parceria com os outros profissionais da equipa sócio-educativa um projecto educativo que oriente a sua intervenção.
9. O Educador Social tem direito ao apoio, à informação sobre o trabalho, à participação como elemento de voz activa e a ser consultado e informado das decisões, em contexto de trabalho de equipa.
- Ponto 5- Com relação à sociedade em geral
1. O Educador Social deve caracterizar a sua relação pelo critério da igualdade, sem aceitar ou permitir discriminações em função do sexo, idade, raça, ideologia, credo, origem social e cultural, condições sócio-económicas, nível intelectual, promovendo o respeito pela muiticulturalidade e pela diferença.
2. O Educador Social deve manter uma postura isenta valorizando equitativamente e procurando um relacionamento equilibrado com os diversos actores sociais, individuais ou colectivos, com os quais se cruza na sua prestação profissional.
3. O Educador Social deve ser sensível à sua participação activa nos programas de socorro à população vitimada sem requerer remuneração ou outra compensação, nas situações de calamidade pública.
4. O Educador Social deve participar e contribuir activamente para a dinamização do movimento sociocultural no contexto social envolvente à sua intervenção, numa perspectiva de valorização e promoção dos aspectos socioculturais locais.
5. O Educador Social deve subordinar a sua actuação profissional a princípios como a igualdade de direitos, o exercício da liberdade, a promoção da paz, a prática da justiça, o exercício da tolerância e o respeito para com a Natureza.
8 de mar. de 2009
Escola da família
Escola da família abre 6,8 mil vagas até 13 de março
Confira como se inscrever no programa que financia sua mensalidade
Publicado em 06/03/2009 - 13:00
O governo do estado de São Paulo abriu inscrições para o Programa Bolsa Universidade/Escola da Família. A iniciativa concederá 6,8 mil bolsas de estudos para graduação em troca de trabalhos assistenciais prestados pelos estudantes universitários nas escolas públicas estaduais e municipais de São Paulo durante os fins de semana. Os candidatos interessados devem se inscrever pelo site do programa até o próximo dia 13 de março.
Para participar, é preciso estar matriculado em uma das 234 IES (instituições de Ensino Superior) conveniadas, ter cursado os três anos do Ensino Médio em escola pública municipal ou estadual paulista, não participar de qualquer outro benefício para pagar a mensalidade e estar disponível para participar das atividades do programa aos finais de semana.
A bolsa garante aos universitários 100% de gratuidade no custeio de seus cursos, com 50% da mensalidade paga pelo governo do estado (limitada ao teto de R$ 267 por mês, renovável semestralmente) e o restante financiado pela própria faculdade. A idéia do programa é dar aos universitários a bolsa, mas levá-los de volta à origem - a escola pública - e fazer com que contribuam com seu empenho e dedicação para o crescimento da comunidade local.
Inscrições
No momento da inscrição, pelo site do programa é possível consultar a quantidade de bolsas por Instituição de Ensino e curso, e a quantidade de vagas por Diretoria de Ensino e por Escola.
Para proceder a inscrição, clique em Cadastro de Candidato e preencha todas as informações de todas as páginas. Para quem já está cadastrado no site, basta preencher os campos CPF e senha para acessar sua ficha. Se você esqueceu sua senha, encaminhe um e-mail para escoladafamilia@fde.sp.gov.br. Depois do cadastrato, imprima o protocolo de inscrição e siga as orientações nele contidas.
Calendário
Depois do encerramento das inscrições pela internet, o candidato terá até o dia 17 de março para entregar a documentação exigida na diretoria de ensino a qual a escola onde escolheu trabalhar está vinculada. Os universitários conhecerão a escola onde irão atuar no dia 26 de março. O começo das atividades está marcado para 4 de abril. Caso haja mais candidatos do que o número de vagas abertas, os universitários serão escolhidos por meio de análise socioeconômica.
É necessário que o candidato entregue os seguintes documentos: RG; CPF; título de eleitor e comprovante da última eleição; certificado de reservista (para homens maiores de 18 anos); comprovação de renda familiar; histórico escolar do Ensino Médio; atestado de matrícula ou outro documento que contenha o nome da instituição de Ensino Superior, o número do registro de matrícula, curso, ano ou semestre letivo e período; comprovante de residência; comprovantes de gastos do grupo familiar, como contas de água e luz, telefone, plano de saúde, mensalidades escolares, notas fiscais; e recibo de pagamento do último aluguel ou recibo de financiamento do imóvel.
Trabalho comunitário
A contrapartida exigida dos bolsistas pelo governo é a prestação de 16 horas semanais de serviços comunitários nas escolas públicas do Estado durante os fins de semana. O trabalho é dividido em 8 horas presenciais nos sábados e outras 8 horas no domingo nas unidades escolares que prestarão assistência às comunidades do entorno.
Segundo o regulamento do programa, o bolsista, que leva o título de educador universitário, terá de produzir trabalhos conforme sua área de estudo ou habilidade pessoal, para atender às necessidades da comunidade local. À medida que vagas remanescentes surgirem durante o ano, novos bolsistas serão escolhidos.
Retorno social
O objetivo do programa é manter as escolas abertas aos finais de semana, atrair a população vizinha para atividades educativas e recreativas e servir como opção de lazer às famílias dessas comunidades. Assim, com uma única ação, a proposta é minimizar dois problemas graves: o ambiente de violência em que vive o jovem paulista e a exclusão das camadas mais carentes da população do Ensino Superior.
Os portões das escolas são abertos para todas as pessoas, sem qualquer restrição. Até mesmo os próprios cerca de seis milhões de alunos destes colégios são beneficiados pela programação desenvolvida nos finais de semana.
Os bolsistas, assim como os voluntários que participam do programa, são treinados antes do início das atividades do Escola da Família. Professores da rede pública de ensino são contratados para coordenar os trabalhos realizados nas escolas.
O site oficial do programa é
www.escoladafamilia.sp.gov.br. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-7700012.