1 de abr. de 2009

Deveres e direitos do Educador Social

Código Deontológico do Educador Social em Portugal

Fonte: http://susanapiresedsocial.blogspot.com/2008/04/cdigo-deontolgico-do-educador-social-em.html

Deveres e direitos do Educador Social


  • Ponto 1- Em relação a si mesmo e à profissão


1. O Educador Social deve reger o seu trabalho pelo critério da eficiência e competência profissional, tomando como referência as técnicas e metodologias reconhecidas pela prática social e interventiva e pela ética profissional.
2. O Educador Social tem o direito e o dever ao seu desenvolvimento profissional, através de actividades de formação permanente, sendo também promotor da sua auto-formação e actualização científica e metodológica tal como agente activo na inovação e investigação sócio-educativa.
3. O Educador Social deve assumir responsabilidade profissional nas matérias para as quais esteja capacitado pessoal e tecnicamente e com as quais se compromete.
4. O Educador Social deve desenvolver uma atitude de análise crítica e reflexiva permanente em relação a si próprio e ao seu desempenho profissional.
5. O Educador Social não deve praticar e tem o dever de denunciar às entidades competentes qualquer exercício sócio-educativo anti-ético, prejudicial ou com efeitos nocivos quer para o utente, para as instituições ou para a sociedade, praticados por Educadores Sociais ou por outros profissionais.
6. O Educador Social deve contribuir através da sua acção profissional para a dignificação social da sua profissão.
7. O Educador Social deve defender e fazer respeitar os direitos e deveres inerentes à sua profissão, tal como os constantes neste código.
8. O Educador Social deve ter para com os seus colegas respeito, consideração e solidariedade que fortaleçam o bom conceito da categoria.
9. O Educador Social deve esforçar-se para desenvolver em si qualidades pessoais que optimizem o seu desempenho profissional, tais como a paciência, a tolerância, o autocontrole, a empatia, o altruísmo, o equilíbrio.
10. O Educador Social deve associar-se e prestigiar as associações e órgãos representativos da profissão, contribuindo para a harmonia e coesão profissional e para o desenvolvimento da profissão, enriquecendo-a através da investigação e da partilha de resultados.
11. O Educador Social deve programar e planificar as suas intervenções sócio-educativas não as deixando ao acaso e à aleatoriedade, recolhendo o maior número possível de informação que fundamente a sua intervenção.
12. Deve-se considerar Educador Social o profissional que detém uma formação adequada, de acordo com os diversos graus formativos previstos e ministrados e a devida comprovação pelas entidades competentes.
13. O Educador Social deve gozar de privacidade na sua vida particular, devendo no entanto ser coerente com a sua postura profissional durante o seu relacionamento informal, considerando a pedagogia do exemplo.
14. O Educador Social tem direito ao exercício autónomo e reconhecido da sua profissão nas instituições públicas e privadas.

  • Ponto 2- Em relação aos utentes


1. É dever do Educador Social informar, esclarecer e promover a participação dos utentes nos diversos momentos do processo pedagógico.
2. O Educador Social deve procurar desenvolver nos utentes competências que lhes permitam uma positiva integração social no contexto em que vivem. Deve procurar o desenvolvimento integral da pessoa sustentado em atitudes de respeito, criatividade, iniciativa, reflexão, coerência, sensibilidade, autonomia, fomentando a confiança e auto-estima.
3. Durante a relação educativa o Educador Social não deve manter um relacionamento com o utente que condicione nocivamente a boa prestação do seu desempenho profissional.
4. O Educador Social deve consciencializar o utente do problema que ele atravessa e esclarecer os objectivos e a amplitude da sua actuação profissional.
5. O Educador Social deve desenvolver com os utentes uma relação educativa ideologicamente desinteressada que promova o autoconhecimento cultural e o reconhecimento da multiculturalidade.
6. O Educador Social deve guardar o sigilo profissional, não utilizando indevidamente as informações que dispõe sobre os utentes e as famílias, só podendo ser transmitidas em situação de trabalho multidisciplinar, quando daí advenha benefício para a acção sócio-educativa.
7. O Educador Social não deve usar metodologias que afectem a dignidade dos utentes, respeitando a sua integridade.
8. O Educador Social deve ser cauteloso mas objectivamente crítico nas afirmações que profere e nos juízos que efectua sobre questões que possam dar azo a generalizações e a estigmatizações.
9. O Educador Social não deve na sua prática profissional criar expectativas no utente que não sejam possíveis de concretizar.
10. O Educador Social deve respeitar os direitos educativos das famílias com relação aos utentes numa postura de cooperação entre a família e a equipa sócio-educativa, entendendo a família como agente de socialização essencial ao utente.
11. O Educador Social deve ser conhecedor do contexto familiar da sua intervenção, desenvolvendo o contacto directo e contínuo de forma coordenada com a família.
12. O Educador Social tem o direito ao respeito por parte dos utentes e das famílias.

  • Ponto 3- Com relação às instituições


1. O Educador Social deve respeitar de forma plena os compromissos assumidos com os contratadores, assim como, cumprir as normas institucionais vigentes.
2. O Educador Social deve salvaguardar a autonomia de critérios e procedimentos essenciais ao desempenho da sua função profissional, podendo recusar tarefas que comprometam a sua integridade profissional.
3. O Educador Social não deverá aceitar substituir profissionalmente um colega que tenha sido exonerado por defender os princípios e normas deste código no exercício da profissão.
4. O Educador Social deverá ver garantida a confidencialidade dos documentos e arquivos do seu uso profissional, assim como a inviolabilidade do local de trabalho.
5. O Educador Social tem direito a um contrato de trabalho e remuneração adequados às funções que desempenha, assim como de usufruir de condições e recursos adequados à sua prática profissional e de ser correctamente informado das tarefas que deverá desempenhar.
6. O Educador Social deve assumir a identificação com os objectivos e com o projecto institucional, desde que não contrariem os seus princípios deontológicos.
7. O Educador Social deverá ser promotor de princípios de parceria e intersectorialidade entre instituições, quando essa estratégia for ao encontro dos objectivos da prestação profissional.
8. O Educador Social tem direito a despender de algumas horas do seu horário de trabalho para actualização das suas competências profissionais através de experiências formativas.

  • Ponto 4- Com relação aos outros profissionais


1. O Educador Social deverá manter em relação aos outras profissionais, princípios de cooperação interdisciplinar, sem desrespeito pela autonomia e pelas competências específicas de cada profissional.
2. O Educador Social não deve tecer comentários pejorativos e desvalorizadores em relação ao trabalho desenvolvido por outros profissionais. A sua crítica deve ser construtiva e dirigida ao profissional, assumindo o educador plena responsabilidade por ela.
3. O Educador Social não deverá compactuar com o exercício ilegal da profissão, correspondendo-lhe o direito de denunciar actos ilícitos, usurpadores ou faltas éticas dos outros profissionais.
4. É dever do Educador Social fornecer à equipa ou seu substituto, toda a informação necessária à prossecução e continuidade positiva do trabalho sócio-educativo.
5. O Educador Social não deve prejudicar deliberadamente o trabalho e a reputação de outro profissional, nem imiscuir-se na prestação e no relacionamento profissional dos outros profissionais.
6. No seu desempenho profissional o Educador Social deve atribuir prioridade ao profissionalismo em detrimento da afectividade no relacionamento com os elementos da equipa de trabalho.
7. O Educador Social deve assumir como suas aquando da implementação, as decisões apuradas em equipa de trabalho, mesmo quando haja manifestado a sua discordância no momento da decisão.
8. O Educador Social deve elaborar e planificar em parceria com os outros profissionais da equipa sócio-educativa um projecto educativo que oriente a sua intervenção.
9. O Educador Social tem direito ao apoio, à informação sobre o trabalho, à participação como elemento de voz activa e a ser consultado e informado das decisões, em contexto de trabalho de equipa.

  • Ponto 5- Com relação à sociedade em geral


1. O Educador Social deve caracterizar a sua relação pelo critério da igualdade, sem aceitar ou permitir discriminações em função do sexo, idade, raça, ideologia, credo, origem social e cultural, condições sócio-económicas, nível intelectual, promovendo o respeito pela muiticulturalidade e pela diferença.
2. O Educador Social deve manter uma postura isenta valorizando equitativamente e procurando um relacionamento equilibrado com os diversos actores sociais, individuais ou colectivos, com os quais se cruza na sua prestação profissional.
3. O Educador Social deve ser sensível à sua participação activa nos programas de socorro à população vitimada sem requerer remuneração ou outra compensação, nas situações de calamidade pública.
4. O Educador Social deve participar e contribuir activamente para a dinamização do movimento sociocultural no contexto social envolvente à sua intervenção, numa perspectiva de valorização e promoção dos aspectos socioculturais locais.
5. O Educador Social deve subordinar a sua actuação profissional a princípios como a igualdade de direitos, o exercício da liberdade, a promoção da paz, a prática da justiça, o exercício da tolerância e o respeito para com a Natureza.


8 de mar. de 2009

Escola da família

Escola da família abre 6,8 mil vagas até 13 de março

Confira como se inscrever no programa que financia sua mensalidade

Publicado em 06/03/2009 - 13:00

Por Mariana Bevilacqua

O governo do estado de São Paulo abriu inscrições para o Programa Bolsa Universidade/Escola da Família. A iniciativa concederá 6,8 mil bolsas de estudos para graduação em troca de trabalhos assistenciais prestados pelos estudantes universitários nas escolas públicas estaduais e municipais de São Paulo durante os fins de semana. Os candidatos interessados devem se inscrever pelo site do programa até o próximo dia 13 de março.

Para participar, é preciso estar matriculado em uma das 234 IES (instituições de Ensino Superior) conveniadas, ter cursado os três anos do Ensino Médio em escola pública municipal ou estadual paulista, não participar de qualquer outro benefício para pagar a mensalidade e estar disponível para participar das atividades do programa aos finais de semana.

A bolsa garante aos universitários 100% de gratuidade no custeio de seus cursos, com 50% da mensalidade paga pelo governo do estado (limitada ao teto de R$ 267 por mês, renovável semestralmente) e o restante financiado pela própria faculdade. A idéia do programa é dar aos universitários a bolsa, mas levá-los de volta à origem - a escola pública - e fazer com que contribuam com seu empenho e dedicação para o crescimento da comunidade local.

Inscrições

No momento da inscrição, pelo site do programa é possível consultar a quantidade de bolsas por Instituição de Ensino e curso, e a quantidade de vagas por Diretoria de Ensino e por Escola.

Para proceder a inscrição, clique em Cadastro de Candidato e preencha todas as informações de todas as páginas. Para quem já está cadastrado no site, basta preencher os campos CPF e senha para acessar sua ficha. Se você esqueceu sua senha, encaminhe um e-mail para escoladafamilia@fde.sp.gov.br. Depois do cadastrato, imprima o protocolo de inscrição e siga as orientações nele contidas.

Calendário

Depois do encerramento das inscrições pela internet, o candidato terá até o dia 17 de março para entregar a documentação exigida na diretoria de ensino a qual a escola onde escolheu trabalhar está vinculada. Os universitários conhecerão a escola onde irão atuar no dia 26 de março. O começo das atividades está marcado para 4 de abril. Caso haja mais candidatos do que o número de vagas abertas, os universitários serão escolhidos por meio de análise socioeconômica.

É necessário que o candidato entregue os seguintes documentos: RG; CPF; título de eleitor e comprovante da última eleição; certificado de reservista (para homens maiores de 18 anos); comprovação de renda familiar; histórico escolar do Ensino Médio; atestado de matrícula ou outro documento que contenha o nome da instituição de Ensino Superior, o número do registro de matrícula, curso, ano ou semestre letivo e período; comprovante de residência; comprovantes de gastos do grupo familiar, como contas de água e luz, telefone, plano de saúde, mensalidades escolares, notas fiscais; e recibo de pagamento do último aluguel ou recibo de financiamento do imóvel.

Trabalho comunitário

A contrapartida exigida dos bolsistas pelo governo é a prestação de 16 horas semanais de serviços comunitários nas escolas públicas do Estado durante os fins de semana. O trabalho é dividido em 8 horas presenciais nos sábados e outras 8 horas no domingo nas unidades escolares que prestarão assistência às comunidades do entorno.

Segundo o regulamento do programa, o bolsista, que leva o título de educador universitário, terá de produzir trabalhos conforme sua área de estudo ou habilidade pessoal, para atender às necessidades da comunidade local. À medida que vagas remanescentes surgirem durante o ano, novos bolsistas serão escolhidos.

Retorno social

O objetivo do programa é manter as escolas abertas aos finais de semana, atrair a população vizinha para atividades educativas e recreativas e servir como opção de lazer às famílias dessas comunidades. Assim, com uma única ação, a proposta é minimizar dois problemas graves: o ambiente de violência em que vive o jovem paulista e a exclusão das camadas mais carentes da população do Ensino Superior.

Os portões das escolas são abertos para todas as pessoas, sem qualquer restrição. Até mesmo os próprios cerca de seis milhões de alunos destes colégios são beneficiados pela programação desenvolvida nos finais de semana.

Os bolsistas, assim como os voluntários que participam do programa, são treinados antes do início das atividades do Escola da Família. Professores da rede pública de ensino são contratados para coordenar os trabalhos realizados nas escolas.

O site oficial do programa é www.escoladafamilia.sp.gov.br. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-7700012.

16 de jan. de 2009

Reflexões sobre o ato de educar

Freire....

Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.

Paulo Freire

Verdades da Profissão de Professor


Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível.

Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.


A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”.

Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

Paulo Freire


6 de jan. de 2009

Em meio a inevitável crise capitalizadora.

São 03:00 da madrugada do dia 07/01/2009, vim transpor para o papel e em especial no blog algumas reflexões pertinentes a minha própria trajetória de vida, bem como as primeiras impressões sobre a tão inevitável crise do mercado financeiro.


Ontem tive a oportunidade de repousar-me por volta das 22:00 e como de costume já repousei o tempo necessário e já me sinto preparado para estudar para o concurso que irei realizar no próximo dia 11/01/2009 e/ou para trabalhar com disposição neste belo dia que promete bons fluidos, ops, primeiro preciso de um bom e justo emprego, risos.


Referindo-me ainda sobre ontem e os momentos pelos quais vivenciei, posso assegurar que o ano de 2009 requer de todos as mais incríveis investidas aventurosas, determinação, crença em si mesmo e no que de bom lhe é natural, crença nos momentos contemporâneo que nos convidam às transformações morais, éticas e intelectuais, crer em soluções simples há muito indicadas por grandes sábios em momentos difíceis e complexos, tal posicionamento revela o quão se é humilde e sábio por saber utilizar toda faculdade inteligível.


Há de se ter também flexibilidades em nossas concepções sobre às exigências reais e virtuais em relação ao mercado financeiro, só assim poderemos encontrar em que momento houveram erros aparentemente irreversíveis, entretanto, passível de reparos sublimes desde que assumimos um espírito de eticidade e responsabilidade social, mesmo que ainda sejamos simplesmente um mero e porém significante faxineiro, somos parte do desenvolvimento econômico e da promoção de uma qualidade de vida almejada por todos.


Apesar das incertezas adquiridas ao longo do dia mencionado acima em que fui desbravarem meio a crise econômica vigente, posso também assegurar que ao desempenhar meu papel de cidadão no afã de em meio aos desempregados e às múltiplas vagas em aberto e também das irregularidades contidas na idealização do perfil ideal para este ou tal cargo em que em alguns casos não requer tão significativamente de ter experiências anteriores, posto que, normalmente a própria instituição acaba por treinar aos futuros funcionários sua políticade trabalho e toda metodologia e didática em que são de fato distintas de suas concorrentes no que se diz respeita ao diferencial que lhe possibilita driblar a concorrência, pude sair com um sentimento de esperança.


Infelizmente me deparei com pessoas situadas em uma realidade completamente atrasada em relação às novas exigências do mercado de trabalho. Asseguro convicto que tal disparidade conceitual é um dos muitos dos desencontros reais quando se trata do entendimento de desenvolvimento, melhor, de evolução.


É preciso repensar que tipo de desenvolvimento almejamos, seja na esfera meramente econômica, política, social ou no mercado de trabalho e porque não educacional, uma vez que, a Educação é a real mantenedora e provedora das demais áreas da vida como um todo.


Ao refletirmos sobre as dificuldades presentes nas relações entre empresas e trabalhadores ativos ou não, podemos diagnosticar a ausência cultural de uma formação educacional capaz de promover cidadãos plenos, autônomos e co-responsáveis pelo e no processo de desenvolvimento socialmente relevante para a promoção integral da vida.


Foi-se o tempo de culpabilização em separado, não se é admissível que haja culpados isoladamente, todos somos partes, embora não se isente aos mais evoluídos moral, ética e intelectualmente, e por mais que haja ausência de criticidade em determinados grupos sociais, há também o efeito direto e indireto que acabam por despertar a todos sobre a necessidade de acompanhar o progresso social, ainda que de início precário, já que as transformações são também comprometidas e requer tempo.


Finalizo exprimindo uma reflexão que faço anos a fio, a crise vigente e as crises passadas não são produtos de ausência de recursos naturais somente, elas estão relacionadas direta ou indiretamente com a incompetência humana de gerir uma administração universal e ética, bem como uma ausência de responsabilidade social-mundial.


É de suma importância ressaltar que não acredito que haja uma nova proposta de transformação referente ao capitalismo, não acredito que haja uma nova concepção que irá vencer o capitalismo, posto que, em pleno século XXI, às margens do terceiro milênio não se é possível regredir, ninguém deseja abrir mão da comodidade e a possibilidade de transitar com mais liberdade, não vejo que haja realmente uma pessoa que deseje viver na idade da pedra, no entanto, sou convicto que é possível ressignificar o modo de subsistência, é preciso gerir também com o sensível, não dá mais para ser meramente racional, para tal verdade só é necessário observar como a violência atinge a todos independente de sua classe social.


Wellington Bernardino

07/01/2009 03:00

5 de jan. de 2009

Aprender... Sim, mas como?

“O que nós fazemos nunca é compreendido, apenas louvado ou condenado."
Friedrich Nietzsche

Uma releitura em curso...


Ao passo que educadores dos diversos níveis do ensino brasileiro aprendem a ensinar em meio a um processo transforma tório acentuado em nossa contemporaneidade, visando suprir às exigências de um paradigma subsidiado por ideologias neo-capitalistas adornadas por uma hipervalorização do produto, as contra-indicações afloram significativamente nos espaços escolares e universitários, estas que sinalizam a necessidade de repensar sobre a real finalidade da Educação contemporânea e porque não da vida enquanto natureza contínua.

Em um vaivém informacional bombardeado pelo universo midiático, opiniões se entrelaçam e pouco contribuem para uma reestruturação coerente, coesa e efetiva em resposta às dissonâncias sociais. É certo que manifestações em repúdio ao dogma da política econômica existem, todavia, com poucas repercussões nos holofotes midiáticos e quando são mencionadas, muitas vezes são deturpados seus simbolismos políticos.

O que de fato dificulta a sociedade brasileira em ditar mecanismos políticos plausíveis capazes de consolidar uma sociedade igualitária?

Sabe-se que permeia enquanto redentora de nossa qualidade de vida, melhor, de um País autônomo economicamente, a Educação, está que traz consigo o adjetivo Qualidade, porém é preciso repensar quais são os ideais norteadores de tal Educação.

Dentro desse redemoinho juntamente com educadores, há também universitários que naufragam em uma conexão ora real, ora virtual. Em meio a uma tempestade torrencial, predomina uma sensação de impotência engendrada por um mecanismo dissimulado, este que produz-reprodução, profissionais da Educação impregnados de um discurso politizante libertário aparente recheiam as entrelinhas com ideologias obsoletas e plenamente conservadoras em dretimento de uma gratificação que desqualifica paulatinamente sua identidade educacional.

Se a educação é realmente a redentora, tida como o ponto de mutação cultural, pelo menos na perspectiva de Mandela que nos adverte que “A educação é a mais poderosa arma pela qual se pode mudar o mundo.”. Máxima refletida e sinalizada por diversos pensadores-educadores que ao longo da formação humana são ignorados, como por exemplo, Friedrich Nietzsche.

Ao ler “Escritos sobre Educação.”, subentende-se o porquê das desconsiderações provenientes das corporações econômicas e paralelamente do Estado que suplantam a Educação. Creio que Nietzsche pode oxigenar relevantes contribuições para a reflexão atual em torno da educação, uma vez que, quão contemporâneas são as análises “sobre o futuro dos nossos estabelecimentos de ensino”.

Cabe aos universitários que em sua trajetória escolar cicatrizaram as memórias de seus educadores com uma ímpar inquietação cognitiva e comportamental significativas, manifestarem como dantes, suas experiências obtidas em sala de aula, contudo, vasto de referencial teórico para que possa mediar à política educacional vigente sem desconsiderar sua “leitura de mundo”, Paulo Freire, com isso haverá transformações no Sistema Educacional.

Aprender... Sim, mas como?

A pedagogia entre o dizer e o fazer: uma releitura no ato de educar contemporâneo. - propõe um ressignificar pedagógico por meio de uma pedagogia de valores, para isso, é vital re-ler o próprio posicionamento político e ideológico em um tempo que o sistema capitalista impõe múltiplas performances intelectuais, sua peculiaridade tem respaldo no paradigma Ciência e Tecnologia.

Ao avaliar a História da educação, pressupõe-se que todas às transformações sociais direta ou indiretamente se dão em paralelo com a educação vigente correspondente a periodização histórica, entretanto, não é sensato permitir focalizar somente nos aspectos exteriores a Educação, uma vez que, seus atores são também protagonistas de ideologias que descaracterizam a essência do educare. – do latim educare, educere – aquilo que vem de dentro; que propicia o desenvolvimento das faculdades.

A História da Educação Brasileira parece inaugurar o século XXI como o início de um tempo voltado à própria História da Educação do Brasil.

Sistema capitalista reorganizado no advento tecnológico
Graças à reorganização do sistema capitalista diante o big bang suscitado na junção entre Ciência e Tecnologia, que concebe e enfatiza um discurso maquiador sob uma Educação de qualidade, a sociedade como um todo fala de Educação de Qualidade, mas sobre quais parâmetros?

De fato a Educação atinge uma dimensão imensurável nas múltiplas linguagens midiáticas que propagam nos mais longínquos espaços habitados desse vasto Estado Brasileiro, em exceção os lugarejos ainda não potencializados sob uma expectativa político-econômica.

Diante de substancial relevância envolta da Educação, alça-se um rótulo dissimulado por uma ideologia esperançosa e ao mesmo tempo redentora, capaz de cegar a racionalidade humana e amputar a sabedoria popular, isso desconfigura não somente a concepção de edurece, assim como a práxis e formação de novos intelectuais.

É de suma importância ressaltar também as dissonâncias individuais e a hiperespecialização de profissionais como um todo e sua pós-formação que se alocam como quebra-cabeça.

Wellington Bernardino Parreiras

Idealizado por Wellington Bernardino Parreiras, graduando o 6° período em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas. Contatos: e-mail: folhetimpedagogiaemcurso@gmail.com ou pedagogiaparaavida@gmail.com – Cel. 8703-4100 ou 9851-4113.