21 de nov. de 2010

EDUCAÇÃO COMO FATOR DE CONSTRUÇÃO DO HOMEM

Por: Salomão Ferreira de Souza*

Fonte: http://nepfhe-educacaoeviolencia.blogspot.com/


O tema do artigo em apreço tem como objetivo fazer compreender melhor a que veio a educação no processo de construção das sociedades, mais do que propriamente o que ela significa. Aqui não importa tanto o objeto, mas as direções que toma o homem quando dele se arma e com ele se apresenta ao mundo.

Segundo Verner Jaeger (2001), “Todo povo que atinge um certo grau de desenvolvimento sente-se naturalmente inclinado à prática da educação”. Como desafio vamos pensar o inverso: todo povo, ao se educar, consegue um certo grau de desenvolvimento. Tomando essa questão pelo avesso, pretendo mostrar que a educação antecede o humano e que esse só se faz por meio dela. A educação é, assim, uma construção de humanidade inventada por esse animal bípede, que, desprovido de recursos materiais para o enfrentamento do mundo, se armou das idéias e fabricou as mais diversas próteses. Em Jaeger (2001), lemos que “A educação é uma função tão natural da comunidade humana, que, pela sua própria evidência, leva muito tempo a atingir aqueles que a recebem e a praticam, sendo, por isso, relativamente tardia na tradição literária”. Novamente Jaeger nos leva a pensar que, antes de perceber e traduzir, pela literatura, os conceitos e idéias, a educação já aconteceu. Ela precede a literatura que a expressa.

Para iluminar melhor essa idéia, vamos considerar um recorte histórico que compreende, primeiramente os séculos XVII e início do XVIII, depois um período que vai da segunda metade do século XVIII ao final do século XIX quando se processa as grandes transformações científicas e, finalmente, o século XX até o momento atual, quando o mito das ciências é deposto pelas questões epistemológicas que surgem pelas crises de humanidade do referido século.

No primeiro período situado acima os demógrafos europeus apontavam grande taxa de mortalidade infantil decorrente do descaso que as famílias faziam de seus filhos pequenos. Somente a partir da segunda metade do século XVIII, a sorte das crianças começou a melhorar criando, então, um ambiente onde os pequeninos passaram a ter maior chance de sobreviver. Isto não foi conseguido por meio de campanhas de saneamento, mas por uma educação sistematizada que tinha por objetivo conscientizar as mulheres da importância de seus filhos como riqueza para o estado. O estado exige que as mães cuidem bem de sua prole porque só assim ele poderia produzir as riquezas que, pela mesma via da melhoria das condições do estado, levariam esses benefícios àquelas mães. De acordo com Bantinter (1985, p. 128), “(...) a Academia de Holanda ofereceu um prêmio a quem descrevesse o melhor método para conservar crianças (...)” e conclui: “Foi um compatriota de Rousseau que o ganhou.".

Foi necessário fazer as citações acima para que possamos entender aquela sociedade nos dois momentos históricos: enquanto seus filhos podiam morrer sem fazer muita falta ao sistema de produção, num primeiro momento e quando essa mesma sociedade percebe que precisam das crianças (não como pessoas mas como números - produtores e consumidores - na visão fisiocrática) ou como humanidade (na visão de Montesquieu e Rouseau), para que o estado ou o homem aconteça em sua plenitude. Já no final do século XVIII algumas mães se sentem valorizadas ao apresentar os retornos que a sociedade cobrava. Em consequência da valorização dos filhos como produtos importantes para o capital e o Estado ou simplesmente como homens, as mães se sentem realizadas e começam a mudar seus papéis no lar. É por essa via torta que as mulheres começam a conquistar espaços na sociedade moderna e é também por ela que, já de forma mais direta, a criança se torna o centro das atenções do estado e dos homens adultos. Isso torna visível na Europa do final do século XVIII e início do século XIX.

Considerando que as mudanças surgidas naquela época só foram possíveis pelos “... gritos de alarme de Montesquieu, Rousseau e dos fisiocratas...” (Bantinter, 1985, p. 127), devemos lembrar que por traz das boas intenções com as crianças existiam as necessidades do estado e do sistema de acumulação. Em oposição aos fisiocratas, Montesquieu e Rousseau propunham mudanças não em número de indivíduos, mas na qualidade deles. Por isso Rousseau é, indiscutivelmente, o grande precursor da Escola Nova que surgiu cem anos depois.

Reparem que a criança, que era desprezível e estava entregue à sua própria sorte, passa, por vias daquele movimento, a ser o centro das atenções do estado e dos adultos; suas mães, já com a nobre tarefa de cuidar dos filhos ganham, por conseguinte, uma certa importância.

Penso que a educação é a grande responsável por estes movimentos quando tira do homem adulto o centro das preocupações, o transporta para os pequeninos e, como afirmado anteriormente, por vias tortuosas, à suas mães, em sacrifício do quase ócio improdutivo e de sua condição de empregada da casa, canalizando suas energias para o cuidado com a prole. Esse ócio das boas mães, agora produtivo, possibilita melhor educar os filhos, não sem um melhor preparo destas. É importante observar que o espaço conquistado no lar e na escola daquele período acaba por ser objeto das preocupações dos educadores e do estado até os dias atuais. Isso se dá com as crianças e com as mulheres, embora em ambos os casos existam outros fatos a serem considerados, como, no caso das mulheres, os movimentos dos anos 60 do século XX, mas esse é outro movimento que não cabe ao presente estudo.

A educação é um movimento que passa pelas mais diversas sociedades, nos mais diversos períodos históricos, com um fim previsível ou não. Talvez se os homens da segunda metade do século XVIII soubessem das conquistas futuras de seus filhos e de suas esposas, não teriam desprendido tão grande esforço para as mudanças da época. Felizmente a nossa vida é curta e a sociedade é um organismo em movimento: não podemos testemunhar todos os resultados da educação que aplicamos hoje. Só podemos percebê-los em nossa imaginação. Os desdobramentos da educação de uma sociedade, num determinado tempo histórico, só podem ser objetos de especulação de seus idealizadores. Como na tradução da palavra latina textum (texto, tecido), o educador é apenas um fio que, entrelaçado a outros tantos, tece uma rede chamada humanidade.

Para concluir e como uma provocação ao leitor, vou reproduzir uma fala de Guimarães Rosa (2001): “Vida é noção que a gente completa, seguida assim, mas só por meio de uma idéia falsa. Cada dia é um dia.”.

Referências:


BADINTER, Elisabeth. Um Amor conquistado: o mito do amor materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

JAEGER, Werner. Paidéia: A formação do homem grego. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 2001.

ROSA, Guimarães. Grandes Sertões Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.



* - Salomão Ferreira de Souza - é escritor e graduando em pedagogia na FAE (Faculdade de Educação) - BH - UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais)

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Marcadores: construção social, educação, filhos, mães

Cultura: Singular e Plural

Por: Salomão Ferreira de Souza - Belo Horizonte, 14 set. 2010

Fonte: http://nepfhe-educacaoeviolencia.blogspot.com/

É como pássaro pequeno tentando sair do ninho para o primeiro vôo, que busco analisar o conceito de cultura. Entendo que uma planta crescida difere significativamente da semente que lhe deu origem. Dessa forma penso que as expressões simbólicas, míticas e religiosas de um povo, grupo ou sujeito são insuficientes para definir os objetivos práticos que, como semente, enraizou, criou um tronco e se projetou com seus galhos, folhas e frutos inumeráveis. Comparativamente, a cultura é como essa árvore imaginária que foi semente atirada ao solo e não só regada e cuidada mas, também, judiada pelas intempéries, açoitada pelos ventos, balançada pelos temporais e castigada pela seca e rigor de invernos. Nesse processo, umas galhas se quebram e morrem, folhas secam e caem, flores vingam se transformando em fruto e outras nem tanto. Nessa floresta imaginária, embora a matriz seja bastante homogênea, as árvores que dela resultam são bem diversas, mesmo quando descendem de uma gema comum. Assim sendo, tentarei transportar essa figura de linguagem para o campo conceitual, visando entender os ingredientes históricos, os mitos e religiões bem como as crenças, gostos, regras e costumes que perpassam a formação individual e grupal desse bípede chamado homem, cujos hábitos coletivos denominamos cultura.

Embora tendo estruturado o pensamento evolucionista, os estudos de Edmund B. Taylor podem ser questionados por considerar a "cultura" ou "civilização" como um processo linear onde os níveis são distintamente mais ou menos avançados. Vale lembrar que a semente deve ser vista com o olhar de quem percebe nela a essência da planta e a semente que dela retornará ao solo. Talvez devamos ter como sensatas as considerações de Bronislaw Malinowski quando propõe ao etnógrafo que saia do escritório ou laboratório e parta para o campo buscando entender que uma folha vermelha no chão pode significar não só a presença de uma determinada espécie de árvore, mas uma estação, um lugar geográfico, a humidade do ar e que, dessa mesma forma, um viajante ou um camelo podem revelar uma cultura que escapa até mesmo ao mais prescrutador olhar antropológico.

Visando conhecer a essência da semente cultural propomos uma leitura da teoria biológica de Humberto Maturana e Varela. Aqueles autores mostram a afetação do organismo biológico pelo meio e a interação desses, resultando daí o processo de aprender e trazendo respostas para o enfrentamento dos medos, das necessidades de sobrevivência e da defesa pessoal e coletiva. Para esses dois biólogos a complexidade está tanto no micro como no macro, embora haja constante assimilação e readaptação que se multiplica pela autorreprodução. Podemos interpretar esses processos como movimentos de afetação do meio sobre o organismo resultando daí a compreensão individual e coletiva desses sinais e a gestação de mecanismos de equilíbrio garantidores da sobrevivência de cada um e do conjunto. Afirmam aqueles biólogos que um alce, quando quebra as regras do grupo, de alguma forma que não compreendemos, está protegendo o bando. Ele se oferece ao predador tal como o farmacós, ou seja, a vítima sacrificial que morre para salvar. Essa disposição biológica e natural é bem diferente da realidade cultural onde os códigos e as regras geram instâncias de poder que determinam quem manda e quem obedece, quem se salva e que está condenado ao sacrifício.

Uma vez colocado um princípio primeiro dos mecanismos naturais de sobrivência, é justificável a concepção de Levy-Strauss quando afirma que homens e mulheres serão sempre seres biológicos e culturais, jamais viverão em estado de natureza. O homem é cultural na medida de suas organizações sociais que resultam do trabalho transformador da natureza em benefício da coletividade. Ao agir coletivamente estabelecem regras, códigos, leis e jogos de poder que são determinantes na distribuição geográfica das comunidades e no controle que alguns indivíduos exercem sobre outros. A cultura tanto está na tribo que se isola na floresta amazônica como no milionário que se refugia em algumas coberturas de luxo, alternando entre elas, visando a proteção de sua fortuna e a integridade de seus familiares. O primeiro garante a integridade do grupo pelo controle do território de coleta e caça e o segundo se desfigurando num ambiente de coisas sobre as quais perdera definitivamente o controle. O objetivo primordial da cultura como regras e modos que determinam o “ser” é engolido pela lógica bêbada do “ter”. Assim, confundem a razão de grupos humanos por uma de interesses econômicos, o farmacós pelo ataque assassínio ao outro, a família por grupos de interesse e a sociedade como potenciais clientes interpretados como objetos de acumulação e restos ou descuidos convenientemente esquecidos na lata de lixo das periferias.

Fazendo uma leitura da "vida como ela se apresenta", podemos perceber o quanto essa cultura avança sobre o homem, confundido-o em sua identidade de sujeito social, controlador e conhecedor de suas ações no mundo e levando-o para o lugar desse outro indivíduo que perdeu o controle sobre suas ações. Esse sujeito se vê cada vez mais imobilizado pelo produto de consumo resultante de suas ações transformadoras do mundo, transformações essas que vão além do necessário pois opera na lógica da acumulação capitalista. Essa nova lógica, cultural porque humana, está longe das determinações primeiras e primárias da essência do ser natural. Seus objetivos já não ligam o biológico - razão de sobrevivência e de organização do grupo -, aos princípios básicos de conservação do meio, garantidor da sobrevivência das gerações futuras e do controle sobre as ações individuais e coletivas que justificam os códigos, os símbolos e as regras cujo sentido só se assenta na aceitação coletiva. Não existe sociedade sem essas e não se justificam regras, símbolos e códigos absolutamente individualizados.

Por fim, voltando à nossa imaginária floresta, procuraremos compreender o emaranhado de galhos e cipós, que confundem o observador, para tentar encontrar, talvez na semente, a lógica essencial do matagal. Ali poderemos perceber a diversidade das plantas e sementes da mesma forma que num passeio pela cidade, podemos encontrar culturas diversas e saber que cada uma tem, ou pelo menos deveria ter, na sua essência, as mais diversas percepções de mundo que, imbricadas, ou seja, sobrepostas, visam garantir a sobrevivência e a integridade dos grupos sociais. Como visto, os rumos tomados pela acumulação capitalista afasta alguns membros sociais dessa primordial significação do “ser”. Vale pensar que, comparativamente, estamos perdendo o controle sobre essa selva que se estende por um território sem fronteiras, cujas sementes são lançadas pela mediação da comunicação de massa.

Assim a meditez determina o ritmo de crescimento dessa selva, suas fronteiras, seu tempo real e virtual. Nela o agigantamento de uns sufoca a maioria e, ao lançar sua sombra sobre as sementes, eliminam a essência da própria floresta. Essa reflexão, uma vez colocada, pode ser considerada essencial para a compreensão da diversidade cultural humana e da importância de se perceber o essencial que existe em cada uma delas. Uma vez compreendido esse mecanismo, fica mais fácil pensar os movimentos, as implicações presentes e futuras das tendências de aculturação, principalmente na sociedade contemporânea embriagada pelo mercado de consumo, pela mediatez da informação e pela falta de sentido das sociedades de espetáculo, onde os sujeitos se assemelham a rebanho pastando trivialidades como afirma Du Bois em sua interpretação da sociedade de consumo americana.

Salomão Ferreira de Souza - é aluno do terceiro período da Faculdade de Educação da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais). Belo Horizonte, 14 de setembro de 2010.

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Marcadores: cultura, educação, textos, UEMG

Prêmio Instituto Claro – Novas formas de Aprender e Empreender

O Instituto Claro acredita que as ideias inovadoras, se colocadas em prática, têm o poder de transformar o mundo.

Por isso, a edição de 2010 do Prêmio Instituto Claro – Novas formas de Aprender e Empreender tem como objetivo fomentar o empreendedorismo na educação e no desenvolvimento comunitário, reconhecendo e articulando os agentes, de forma a tornar ainda mais transformadoras as suas ações. Em sua primeira edição, o Prêmio teve 1.365 iniciativas inscritas.

Se você é um empreendedor social que usa as tecnologias de informação e comunicação para inovar na educação e no desenvolvimento comunitário, participe. Serão R$ 150 mil em prêmios, distribuídos conforme o regulamento.

Veja em qual das duas modalidades abaixo seu projeto se encaixa e faça sua inscrição. Sua iniciativa transformadora pode fazer a diferença.


Carime Kanbour, vice-presidente do Instituto Claro, fala sobre as novidades da edição 2010 do Prêmio.
Leia mais

Vice-presidente fala sobre a evolução do Prêmio Instituto Claro – Novas formas de Aprender e Empreender

30 AGOSTO 2010

Regulamento: http://www.institutoclaro.org.br/banco_arquivos/regulamento_premio_2010_instclaro.pdf

Nesta entrevista, Carime Kanbour, vice-presidente do Instituto Claro, fala sobre a edição 2010 do Prêmio Instituto Claro – Novas formas de Aprender e Empreender. Como grande diferencial, a edição deste ano agrega à educação e à tecnologia o pilar do empreendedorismo. Para Carime, a mudança foi uma conseqüência natural dos aprendizados que o Instituto obteve desde que foi criado, em março de 2009. Confira essas e outras novidades na entrevista e no podcast abaixo:

divulgação
"O Instituto está trazendo a questão do empreendedorismo como um novo pilar de atuação", afirma Carime


Carime Kanbour, que iniciativas o Instituto Claro deve realizar ainda este ano?

São várias iniciativas. A primeira delas é o Prêmio do Instituto Claro, que está com inscrições abertas de 01 de setembro a 03 de dezembro. Também estamos apoiando desde o início do ano o projeto Fronteiras do Pensamento, que é um ciclo de palestras realizadas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desenvolvemos, junto com os consultores do projeto e o editor Carlos Seabra, o módulo Fronteiras da Educação, voltado para os professores. Nessa iniciativa, trabalharemos uma espécie de guia para o uso de novas tecnologias na sala de aula, indicando como se apropriar de redes sociais, blogs e como melhorar pesquisas, por exemplo. Temos os programas de doações ao Fundo da Infância e Adolescência – FIA – e de voluntariado, nos quais o Instituto dá as diretrizes para os funcionários da Claro. Teremos a 3ª edição do Claro Curtas, que deve ser lançada no começo de 2011, e estamos trabalhando também na organização de diversas oficinas criativas sobre audiovisual e redes sociais digitais. São novidades que anunciaremos em breve. São vários projetos que se complementam, sempre focando a questão do aprendizado e das novas tecnologias nas suas várias formas.



Sobre o Prêmio Instituto Claro, quais as mudanças deste ano?

Nós percebemos, na primeira edição do Prêmio, que muitos dos profissionais que enviaram projetos para nossa análise tinham ideias criativas, queriam fazer algo diferente, potencializando resultados. Então, valorizaremos nesta edição os profissionais que querem fazer algo diferente na educação, tanto formal quanto informal, e também na sua comunidade. Desta forma, chegamos ao outro ponto que estamos trabalhando no Instituto: a questão do empreendedorismo. Há várias concepções, e entre elas, a do intraempreendedorismo. Parece uma palavra difícil, mas o conceito é muito simples. Trata-se da atitude de uma pessoa que possui uma ideia inovadora, consegue enxergar uma oportunidade de aplicar essa ideia e, a partir disso, viabiliza, articula recursos e a implementa, gerando resultados positivos para quem está envolvido. Ouvimos muito a questão do empreendedorismo voltado para os negócios e geração de lucros, mas não é só isso. Muitos professores que participaram trouxeram para nós isso, uma atitude empreendedora. Uma ideia simples, mas que muda um processo, que muda um resultado, dentro daquilo que eles já fazem. No Prêmio deste ano, ao invés de três categorias, como tivemos na edição passada, teremos duas. Em uma delas, reconheceremos a inovação dentro da educação. Na outra, contemplaremos projetos que tratam de inovações e seus impactos na comunidade.



Além da mudança das categorias, que novidades essa edição traz?

Nós aumentamos o valor da premiação, que passou a ser de R$ 150 mil. Além disso, outra novidade muito interessante é o tutorial online que desenvolvemos. Nesse tutorial, os candidatos descobrem como preencher a inscrição da melhor forma, passando o que o projeto realmente é, mostrando seu potencial e seu valor. Como algumas dicas são gerais, esse tutorial também pode ser usado para outras premiações, além do prêmio do Instituto Claro. O prazo de inscrição também está maior, o que é um ganho para quem quer participar.



Essa evolução temática, além do Prêmio, também será refletida na atuação do Instituto?

Sim. O Instituto está trazendo a questão do empreendedorismo como um novo pilar de atuação junto com a educação e as novas tecnologias. Percebemos que muitas das pessoas que estão trabalhando a questão da educação e das novas tecnologias são, na verdade, empreendedoras. Elas querem inovar, potencializar resultados naquilo que elas fazem. Isso estava intrínseco a todos os temas em que trabalhávamos. É uma evolução natural da causa.



De que forma o empreendedorismo complementa a temática das novas tecnologias na educação?

O que nós aprendemos nesse primeiro ano de Instituto é que discutir as novas tecnologias na educação é, muitas vezes, discutir empreendedorismo. Estamos falando de profissionais e especialistas que estão inicialmente sozinhos, que possuem uma grande ideia ou têm uma outra forma de ver a educação e, a partir daí, vão se articulando e se estruturando para conseguirem implementar um projeto que traga retorno para os alunos, para um aprendizado diferenciado, e isso acaba refletindo na comunidade. Percebemos que esses três pilares estão ligados. O Prêmio, por exemplo, valoriza, reconhece, estimula e incentiva aquele professor que quer inovar. O Claro Curtas estimula e reconhece pessoas que tenham interesse no audiovisual e, ao colocar temáticas sociais específicas e realizar oficinas de capacitação, está formando profissionais com novos olhares. Então, o empreendedorismo já estava muito ligado aos projetos em que trabalhamos. É uma evolução bastante pertinente e efetiva da nossa causa e dos nossos projetos.

2 de set. de 2009

I Fórum Franco-Brasileiro sobre Museus, Museologia e Sociedade

11/08/2009 - Mejud promove Fórum sobre museus

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), através do museu Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) e do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), em parceria com instituições acadêmicas e culturais da França e do Brasil, promove o I Fórum Franco-Brasileiro sobre Museus, Museologia e Sociedade, de 21 a 24 de setembro de 2009, em Belo Horizonte.

O Fórum tem como objetivos planejar e coordenar ações que integrem projetos franceses e brasileiros, referentes aos museus, proporcionando o intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de ações, na formação de pesquisadores e profissionais da museologia e de ciências afins.

O evento irá contar com a presença de representantes da direção do Museu de Artes e Ofícios de Paris, do Museu do Louvre, do Museu do Quai Branly, da Escola de Doutorado do Museu Nacional de História Natural de Paris e do Centre Pompidou.

Também participam representantes do curso de pós-graduação em museologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio)/Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), do Museu Histórico Nacional, da Unirio, do Sistema Estadual de Museus do Rio Grande do Sul, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), do Laboratório de Educação em Saúde do Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR)/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte, da Superintendência de Museus de Minas Gerais e da Prefeitura de Sabará.

As conferências e palestras do Fórum serão realizadas no auditório do Anexo I do TJMG, na rua Goiás, 229, Centro, em Belo Horizonte. As demais atividades vão ocorrer na Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), na rua Guajajaras, 40, 18º andar, Centro.

Confira a programação no site do Cefet-MG, onde também poderá ser efetuada a inscrição para participação no evento.

Assessoria de Comunicação Institucional - Ascom
TJMG - Unidade Goiás
(31) 3237-6568
ascom@tjmg.jus.br

5 de ago. de 2009

Aprender... Sim, mas como?

“O que nós fazemos nunca é compreendido, apenas louvado ou condenado."
Friedrich Nietzsche

Uma releitura em curso...


Ao passo que educadores dos diversos níveis do ensino brasileiro aprendem a ensinar em meio a um processo transformatório acentuado em nossa contemporaneidade, visando suprir às exigências de um paradigma subsidiado por ideologias neo-capitalistas adornadas por uma hipervalorização do produto, as contra-indicações afloram significativamente nos espaços escolares e universitários, estas que sinalizam a necessidade de repensar sobre a real finalidade da Educação contemporânea e porque não da vida enquanto natureza contínua.

Em um vaivém informacional bombardeado pelo universo midiático, opiniões se entrelaçam e pouco contribuem para uma reestruturação coerente, coesa e efetiva em resposta às dissonâncias sociais. É certo que manifestações em repúdio ao dogma da política econômica existem, todavia, com poucas repercussões nos holofotes midiáticos e quando são mencionadas, muitas vezes são deturpados seus simbolismos políticos.

O que de fato dificulta a sociedade brasileira em ditar mecanismos políticos plausíveis capazes de consolidar uma sociedade igualitária?

Sabe-se que permeia enquanto redentora de nossa qualidade de vida, melhor, de um País autônomo economicamente, a Educação, está que traz consigo o adjetivo Qualidade, porém é preciso repensar quais são os ideais norteadores de tal Educação.

Dentro desse redemoinho juntamente com educadores, há também universitários que naufragam em uma conexão ora real, ora virtual. Em meio a uma tempestade torrencial, predomina uma sensação de impotência engendrada por um mecanismo dissimulado, este que produz-reprodução, profissionais da Educação impregnados de um discurso politizante libertário aparente recheiam as entrelinhas com ideologias obsoletas e plenamente conservadoras em dretimento de uma gratificação que desqualifica paulatinamente sua identidade educacional.

Se a educação é realmente a redentora, tida como o ponto de mutação cultural, pelo menos na perspectiva de Mandela que nos adverte que “A educação é a mais poderosa arma pela qual se pode mudar o mundo.”. Máxima refletida e sinalizada por diversos pensadores-educadores que ao longo da formação humana são ignorados, como por exemplo, Friedrich Nietzsche.

Ao ler “Escritos sobre Educação.”, subentende-se o porquê das desconsiderações provenientes das corporações econômicas e paralelamente do Estado que suplantam a Educação. Creio que Nietzsche pode oxigenar relevantes contribuições para a reflexão atual em torno da educação, uma vez que, quão contemporâneas são as análises “sobre o futuro dos nossos estabelecimentos de ensino”.

Cabe aos universitários que em sua trajetória escolar cicatrizaram as memórias de seus educadores com uma ímpar inquietação cognitiva e comportamental significativas, manifestarem como dantes, suas experiências obtidas em sala de aula, contudo, vasto de referencial teórico para que possa mediar à política educacional vigente sem desconsiderar sua “leitura de mundo”, Paulo Freire, com isso haverá transformações no Sistema Educacional.

Aprender... Sim, mas como?

A pedagogia entre o dizer e o fazer: uma releitura no ato de educar contemporâneo. - propõe um ressignificar pedagógico por meio de uma pedagogia de valores, para isso, é vital re-ler o próprio posicionamento político e ideológico em um tempo que o sistema capitalista impõe múltiplas performances intelectuais, sua peculiaridade tem respaldo no paradigma Ciência e Tecnologia.

Ao avaliar a História da educação, pressupõe-se que todas às transformações sociais direta ou indiretamente se dão em paralelo com a educação vigente correspondente a periodização histórica, entretanto, não é sensato permitir focalizar somente nos aspectos exteriores a Educação, uma vez que, seus atores são também protagonistas de ideologias que descaracterizam a essência do educare. – do latim educare, educere – aquilo que vem de dentro; que propicia o desenvolvimento das faculdades.

A História da Educação Brasileira parece inaugurar o século XXI como o início de um tempo voltado à própria História da Educação do Brasil.

Sistema capitalista reorganizado no advento tecnológico

Graças à reorganização do sistema capitalista diante o big bang suscitado na junção entre Ciência e Tecnologia, que concebe e enfatiza um discurso maquiador sob uma Educação de qualidade, a sociedade como um todo fala de Educação de Qualidade, mas sobre quais parâmetros?

De fato a Educação atinge uma dimensão imensurável nas múltiplas linguagens midiáticas que propagam nos mais longínquos espaços habitados desse vasto Estado Brasileiro, em exceção os lugarejos ainda não potencializados sob uma expectativa político-econômica.

Diante de substancial relevância envolta da Educação, alça-se um rótulo dissimulado por uma ideologia esperançosa e ao mesmo tempo redentora, capaz de cegar a racionalidade humana e amputar a sabedoria popular, isso desconfigura não somente a concepção de edurece, assim como a práxis e formação de novos intelectuais.

É de suma importância ressaltar também as dissonâncias individuais e a hiperespecialização de profissionais como um todo e sua pós-formação que se alocam como quebra-cabeça.

Wellington Bernardino Parreiras

Idealizado por Wellington Bernardino Parreiras, graduando o 6° período em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas. Contatos: e-mail: well.bernardino@yahoo.com.br ou wellbernardino@gmail.com - Cel. (31) - 9851-4113 ou 8703-4100 .

Boaventura Sousa Santos e Paula Menezes - Sinpro Minas

Epistemologias do Sul - O papel dos Movimentos Sociais na Produção de Saberes


O sociólogo Boaventura principia seu diálogo com as seguintes reflexões: “hoje é difícil imaginar o fim do capitalismo, mas é igualmente difícil imaginar que não tenha fim.”, “a teoria crítica é derivativa, adjetiva, não há substantivos e reafirma (reinventa) os conceitos dominantes.”


Um convite a repensar...


A repensar o Brasil por meio de releituras sociais produzidas e reproduzidas, inventadas e reinventadas ao longo da formação social em que os excluídos às margens do construto do dogma político-econômico não foram incluídos enquanto parte significativa do processo constitutivo, pelo menos no que diz respeito às mesmas condições dignas de vida, com os mesmos direitos presentes na Constituição do Estado Brasileiro.


Boaventura fez alusão ao magnânimo pensador Brasileiro Milton Santos, este que é uma referencia substancial dos excluídos, suas contribuições significativas a respeito de uma nova globalização possível dialogam com as contribuições de Paulo Freire, Leonardo Boff, grandes pensadores Brasileiros que ensignaram e ensignam nas entrelinhas da historicidade dos excluídos, bem como as reflexões que iniciam o diálogo de Boaventura e da antropóloga de Moçambique Paula Menezes.


Boaventura nos contempla em sua obra Epistemologias do Sul - O papel dos Movimentos Sociais na Produção de Saberes – rico em artigos que problematizam o monopólio do conhecimento na modernidade que se estende e promove aparentemente uma nova era e aponta para a necessidade da democratização dos saberes.


A justaposição entre Ciências e Tecnologia ofusca a racionalidade humana em função do distanciamento entre o homo sapiens sapiens e o tecnológico-homo.


Bem ressaltado pelos cientistas Boaventura e Paula Menezes sobre a questão dos conceitos, percebe-se que há um distanciamento entre as teorias e as práticas que desconceitualiza o sentido da palavra conceito, seu significado sofrera mutabilidade ao passo que o homem e o meio se transformavam. É possível no processo de transformação conceitual perder-se a gênese do conceito ou pelo menos o que o engendrara no processo constitutivo dos sentidos e significados no qual o homem vêm atribuindo em sua formação humana?


Entre os gregos combinar os termos téchne (arte, destreza) e logos (palavra) orientava o discurso sobre o sentido e a finalidade das artes - técnica e arte no mundo grego possuíam apenas uma pequena distinção, a téchne não era uma habilidade qualquer e requeria o uso de certas regras. Heródoto, o primeiro a definir o termo téchne, apresenta-o como um "saber fazer de forma eficaz" e, segundo Platão, seu sentido diz respeito à "realização material e concreta de algo". A natureza inteligente do homem permite-lhe transformar pela téchne a realidade natural em uma realidade artificial com a finalidade de sua subsistência e proteção. Conforme Aristóteles, a téchne é superior à experiência, mas inferior ao raciocínio. Entretanto demanda este último. Em relação ao conhecimento, enquanto a epistéme era para os gregos um conhecimento teórico a téchne era um conhecimento prático, com vistas a um objetivo concreto.


É possível repensar a utilização em separado da epistéme e da téchne de modo a lhe integrarem e interdisciplinarem para que haja uma dialética do esclarecimento condizente com o conceito de Estado Democrático de Direito Social?


Inicialmente, o conceito de Estado Democrático de Direito Social deve ser entendido como uma estrutura jurídica e política, e como uma organização social e popular, em que os direitos sociais e trabalhistas seriam tratados como direitos fundamentais. Assim, vale dizer, os direitos sociais encontrar-se-iam sob a guarda de garantias institucionais que os defendessem do assédio privatista do capitalismo e suas dissimuladas performances neo-capitalistas presentes na culta de consumo em massa.


A antropóloga Paula Menezes de Moçambique brilhantemente nos convida a “trabalhar com e não sobre”, seu português colore o Teatro Granada do Minascentro na noite de 04 de agosto de 2009 ao proferir poeticamente que “formamos conformistas nas universidades, é necessário formar rebeldes competentes”, enfatiza que “é necessário contextualizar experiências”, “da valorização das línguas não coloniais que são reconhecidas constitucionalmente” e “que o capitalismo elege certos conhecimentos como oficiais e desconsidera o valor dos outros que são considerados obscurantismo, ritualísticos, religião e etc”.


Belo Horizonte em sua noite ímpar consubstancia-se de beleza e encantamentos, os excluídos são sentidos graças a sensibilidade de Cientistas Sociais que traz à luz da racionalidade das Ciências, um tempo do ser, este que há muito desconstitui-se em função do ter absolutista e efêmero.


Em um momento sublime as palavras Epistemologias do Sul me convidam a apreender os sentidos e significados da noite e uma correlação com o cotidiano e o afã da sobrevivência da subsistência dos andarilhos, dos sem direitos ao teto, dos sem direito a permanência a escola e a uma Educação, dos sem direito ao lazer, dos sem direito ao alimento, dos sem direito a saúde, no entanto, plenos de utopias e de um esperançar Freireano, não só me faz sentir como também me faz enquanto aprendiz literário, arriscar uma poesia.



Ei, psiu temos logia!


Nosso cio da erra

Ressoa das cantigas

Bem sentidas no ar

Além mar

Entre as serras de Beagá


Sob o sol do equador

Nas mãos do lavrador

Flori calo sonhador


Dos negros o suor

Sacia a sede de amor

De um ideário silenciado

Pulsar a-lado


Ei, psiu temos logia!


Nos rituais plantios

Plenos de significados e sentidos

Movimentos do alimento


Do manancial brota o fruto

À margem do futuro

O presente eterno

Do Espírito fraterno


Da terra somos semente

À terra retroalimentamos

Não como gente e sim como ente


Wellington Bernardino Parreiras

Mineirim das Gerais

04/08/2009

20:45

30 de jul. de 2009

Inclusão nas Escolas: Uma questão de que?

Parecer indica escola comum a deficientes

Folha de S. Paulo – 27/07/2009


Um parecer do Conselho Nacional de Educação --ainda não homologado pelo MEC-- que interpreta como obrigatória a matrícula de alunos com deficiências em escolas comuns reacendeu no Brasil a polêmica sobre os limites da inclusão, opondo entidades de defesa de pessoas com deficiência.


O documento não tem força de lei, mas, caso homologado, servirá para orientar o MEC e os sistemas na interpretação da legislação já em vigor no país, especialmente no caso de distribuição de recursos do Fundeb (fundo de financiamento da educação básica).


O parecer reforça a posição da Secretaria de Educação Especial do MEC que, apoiada por entidades, entende ser dever de pais e governo garantir matrícula de crianças deficientes em escolas comuns. O atendimento em especiais seria complementar, no contraturno, e não substituiria o da rede regular.


A Federação Nacional das Apaes divulgou na semana passada nota de repúdio ao parecer, dizendo que ele extrapola a legislação em vigor e que as escolas públicas ainda não estão preparadas para receber todos os alunos com deficiência.


O documento diz ainda que a Secretaria de Educação Especial do MEC agiu de forma "oportunista e tendenciosa" e que seu objetivo seria extinguir as escolas especiais.

Em resposta, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down fez abaixo assinado de apoio à resolução.


Um dos argumentos é que, sob o pretexto de que as escolas públicas não estão preparadas, a matrícula em escolas especiais reforça a segregação e adia o processo de inclusão dos deficientes em classes regulares.

Inclusão obrigatória


Pressionada pelas Apaes e outras entidades, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados pediu ao ministro Fernando Haddad que não homologasse o parecer.

"Somos a favor da inclusão, mas não pode ser obrigatória e do dia para a noite. Nem todas as famílias concordam e há casos de deficientes intelectuais severos que, quando incluídos na escola comum, são prejudicados em seu desenvolvimento", afirma o deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG), presidente da Federação Nacional das Apaes.

"Há muito a avançar no atendimento na rede pública, mas estamos melhorando e cabe à sociedade cobrar mais. O parecer apenas reforça um direito inquestionável, que está na Constituição e na convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência", diz Claudia Grabois, presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.

À Folha, o ministro Fernando Haddad afirmou que ainda não examinou o parecer, mas que não o homologará se entender que há conflito com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e com o decreto 6.571, de 2008, que trata do atendimento e financiamento da educação especial. "Estamos investindo neste ano R$ 200 milhões para preparar as escolas para receber esses estudantes", disse ele.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u600790.shtml

13 de jul. de 2009

Pensar Educação Pensar o Brasil leva discussão sobre psicologia política para a rádio UFMG Educativa

segunda-feira, 13 de julho de 2009, às 9h50

Direitos Humanos, cidadania GLBT e psicologia política serão os temas da discussão central do programa Pensar Educação Pensar o Brasil desta segunda feira, 13. A professora Cláudia Mayorga, do Departamento de Psicologia da UFMG e coordenadora do programa Conexões de Saberes, é a convidada da rádio UFMG Educativa para debater a temática.

Além da entrevista, o programa também conta com agenda cultural, música e sorteio de brindes.

Pensar Educação Pensar o Brasil vai ao ar às segundas-feiras, às 20h, e faz parte do projeto homônimo da Faculdade de Educação da UFMG. Outras informações sobre as atividades desenvolvidas podem ser encontradas no site www.fae.ufmg.br/pensareducacao.

A UFMG Educativa pode ser ouvida pela freqüência 104,5 FM ou pela internet no endereço www.ufmg.br/online/radio.

6 de jul. de 2009

Paulo Freire

ANÇÃO ÓBVIA

Paulo Freire

“Escolhi a sombra de uma árvore para meditar
no muito que podia fazer enquanto te esperava
quem espera na pura esperança
vive um tempo de espera qualquer.


Por isso enquanto te espero trabalharei nos campos
e dialogarei com homens, mulheres e crianças
minhas mãos ficarão calosas
meus pés aprenderão os mistérios dos caminhos
meu corpo será queimado pelo sol
meus olhos verão o que nunca tinham visto
meus ouvidos escutarão ruídos antes despercebidos
na difusa sonoridade de cada dia.


Desconfiarei daqueles
que venham me dizer à sombra daquela árvore,
prevenidos que é perigoso esperar
da forma que espero
que é perigoso caminhar
que é perigoso falar...
porque eles rechaçam a alegria de tua chegada.


Desconfiarei também daqueles
que venham me dizer à sombra desta árvore,
que tu já chegaste porque estes que te anunciam
ingenuamente antes te denunciavam.


Esperarei por ti como o jardineiro
que prepara o jardim para a rosa que se abrirá na primavera”