21 de nov. de 2010

Cultura: Singular e Plural

Por: Salomão Ferreira de Souza - Belo Horizonte, 14 set. 2010

Fonte: http://nepfhe-educacaoeviolencia.blogspot.com/

É como pássaro pequeno tentando sair do ninho para o primeiro vôo, que busco analisar o conceito de cultura. Entendo que uma planta crescida difere significativamente da semente que lhe deu origem. Dessa forma penso que as expressões simbólicas, míticas e religiosas de um povo, grupo ou sujeito são insuficientes para definir os objetivos práticos que, como semente, enraizou, criou um tronco e se projetou com seus galhos, folhas e frutos inumeráveis. Comparativamente, a cultura é como essa árvore imaginária que foi semente atirada ao solo e não só regada e cuidada mas, também, judiada pelas intempéries, açoitada pelos ventos, balançada pelos temporais e castigada pela seca e rigor de invernos. Nesse processo, umas galhas se quebram e morrem, folhas secam e caem, flores vingam se transformando em fruto e outras nem tanto. Nessa floresta imaginária, embora a matriz seja bastante homogênea, as árvores que dela resultam são bem diversas, mesmo quando descendem de uma gema comum. Assim sendo, tentarei transportar essa figura de linguagem para o campo conceitual, visando entender os ingredientes históricos, os mitos e religiões bem como as crenças, gostos, regras e costumes que perpassam a formação individual e grupal desse bípede chamado homem, cujos hábitos coletivos denominamos cultura.

Embora tendo estruturado o pensamento evolucionista, os estudos de Edmund B. Taylor podem ser questionados por considerar a "cultura" ou "civilização" como um processo linear onde os níveis são distintamente mais ou menos avançados. Vale lembrar que a semente deve ser vista com o olhar de quem percebe nela a essência da planta e a semente que dela retornará ao solo. Talvez devamos ter como sensatas as considerações de Bronislaw Malinowski quando propõe ao etnógrafo que saia do escritório ou laboratório e parta para o campo buscando entender que uma folha vermelha no chão pode significar não só a presença de uma determinada espécie de árvore, mas uma estação, um lugar geográfico, a humidade do ar e que, dessa mesma forma, um viajante ou um camelo podem revelar uma cultura que escapa até mesmo ao mais prescrutador olhar antropológico.

Visando conhecer a essência da semente cultural propomos uma leitura da teoria biológica de Humberto Maturana e Varela. Aqueles autores mostram a afetação do organismo biológico pelo meio e a interação desses, resultando daí o processo de aprender e trazendo respostas para o enfrentamento dos medos, das necessidades de sobrevivência e da defesa pessoal e coletiva. Para esses dois biólogos a complexidade está tanto no micro como no macro, embora haja constante assimilação e readaptação que se multiplica pela autorreprodução. Podemos interpretar esses processos como movimentos de afetação do meio sobre o organismo resultando daí a compreensão individual e coletiva desses sinais e a gestação de mecanismos de equilíbrio garantidores da sobrevivência de cada um e do conjunto. Afirmam aqueles biólogos que um alce, quando quebra as regras do grupo, de alguma forma que não compreendemos, está protegendo o bando. Ele se oferece ao predador tal como o farmacós, ou seja, a vítima sacrificial que morre para salvar. Essa disposição biológica e natural é bem diferente da realidade cultural onde os códigos e as regras geram instâncias de poder que determinam quem manda e quem obedece, quem se salva e que está condenado ao sacrifício.

Uma vez colocado um princípio primeiro dos mecanismos naturais de sobrivência, é justificável a concepção de Levy-Strauss quando afirma que homens e mulheres serão sempre seres biológicos e culturais, jamais viverão em estado de natureza. O homem é cultural na medida de suas organizações sociais que resultam do trabalho transformador da natureza em benefício da coletividade. Ao agir coletivamente estabelecem regras, códigos, leis e jogos de poder que são determinantes na distribuição geográfica das comunidades e no controle que alguns indivíduos exercem sobre outros. A cultura tanto está na tribo que se isola na floresta amazônica como no milionário que se refugia em algumas coberturas de luxo, alternando entre elas, visando a proteção de sua fortuna e a integridade de seus familiares. O primeiro garante a integridade do grupo pelo controle do território de coleta e caça e o segundo se desfigurando num ambiente de coisas sobre as quais perdera definitivamente o controle. O objetivo primordial da cultura como regras e modos que determinam o “ser” é engolido pela lógica bêbada do “ter”. Assim, confundem a razão de grupos humanos por uma de interesses econômicos, o farmacós pelo ataque assassínio ao outro, a família por grupos de interesse e a sociedade como potenciais clientes interpretados como objetos de acumulação e restos ou descuidos convenientemente esquecidos na lata de lixo das periferias.

Fazendo uma leitura da "vida como ela se apresenta", podemos perceber o quanto essa cultura avança sobre o homem, confundido-o em sua identidade de sujeito social, controlador e conhecedor de suas ações no mundo e levando-o para o lugar desse outro indivíduo que perdeu o controle sobre suas ações. Esse sujeito se vê cada vez mais imobilizado pelo produto de consumo resultante de suas ações transformadoras do mundo, transformações essas que vão além do necessário pois opera na lógica da acumulação capitalista. Essa nova lógica, cultural porque humana, está longe das determinações primeiras e primárias da essência do ser natural. Seus objetivos já não ligam o biológico - razão de sobrevivência e de organização do grupo -, aos princípios básicos de conservação do meio, garantidor da sobrevivência das gerações futuras e do controle sobre as ações individuais e coletivas que justificam os códigos, os símbolos e as regras cujo sentido só se assenta na aceitação coletiva. Não existe sociedade sem essas e não se justificam regras, símbolos e códigos absolutamente individualizados.

Por fim, voltando à nossa imaginária floresta, procuraremos compreender o emaranhado de galhos e cipós, que confundem o observador, para tentar encontrar, talvez na semente, a lógica essencial do matagal. Ali poderemos perceber a diversidade das plantas e sementes da mesma forma que num passeio pela cidade, podemos encontrar culturas diversas e saber que cada uma tem, ou pelo menos deveria ter, na sua essência, as mais diversas percepções de mundo que, imbricadas, ou seja, sobrepostas, visam garantir a sobrevivência e a integridade dos grupos sociais. Como visto, os rumos tomados pela acumulação capitalista afasta alguns membros sociais dessa primordial significação do “ser”. Vale pensar que, comparativamente, estamos perdendo o controle sobre essa selva que se estende por um território sem fronteiras, cujas sementes são lançadas pela mediação da comunicação de massa.

Assim a meditez determina o ritmo de crescimento dessa selva, suas fronteiras, seu tempo real e virtual. Nela o agigantamento de uns sufoca a maioria e, ao lançar sua sombra sobre as sementes, eliminam a essência da própria floresta. Essa reflexão, uma vez colocada, pode ser considerada essencial para a compreensão da diversidade cultural humana e da importância de se perceber o essencial que existe em cada uma delas. Uma vez compreendido esse mecanismo, fica mais fácil pensar os movimentos, as implicações presentes e futuras das tendências de aculturação, principalmente na sociedade contemporânea embriagada pelo mercado de consumo, pela mediatez da informação e pela falta de sentido das sociedades de espetáculo, onde os sujeitos se assemelham a rebanho pastando trivialidades como afirma Du Bois em sua interpretação da sociedade de consumo americana.

Salomão Ferreira de Souza - é aluno do terceiro período da Faculdade de Educação da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais). Belo Horizonte, 14 de setembro de 2010.

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Marcadores: cultura, educação, textos, UEMG

Prêmio Instituto Claro – Novas formas de Aprender e Empreender

O Instituto Claro acredita que as ideias inovadoras, se colocadas em prática, têm o poder de transformar o mundo.

Por isso, a edição de 2010 do Prêmio Instituto Claro – Novas formas de Aprender e Empreender tem como objetivo fomentar o empreendedorismo na educação e no desenvolvimento comunitário, reconhecendo e articulando os agentes, de forma a tornar ainda mais transformadoras as suas ações. Em sua primeira edição, o Prêmio teve 1.365 iniciativas inscritas.

Se você é um empreendedor social que usa as tecnologias de informação e comunicação para inovar na educação e no desenvolvimento comunitário, participe. Serão R$ 150 mil em prêmios, distribuídos conforme o regulamento.

Veja em qual das duas modalidades abaixo seu projeto se encaixa e faça sua inscrição. Sua iniciativa transformadora pode fazer a diferença.


Carime Kanbour, vice-presidente do Instituto Claro, fala sobre as novidades da edição 2010 do Prêmio.
Leia mais

Vice-presidente fala sobre a evolução do Prêmio Instituto Claro – Novas formas de Aprender e Empreender

30 AGOSTO 2010

Regulamento: http://www.institutoclaro.org.br/banco_arquivos/regulamento_premio_2010_instclaro.pdf

Nesta entrevista, Carime Kanbour, vice-presidente do Instituto Claro, fala sobre a edição 2010 do Prêmio Instituto Claro – Novas formas de Aprender e Empreender. Como grande diferencial, a edição deste ano agrega à educação e à tecnologia o pilar do empreendedorismo. Para Carime, a mudança foi uma conseqüência natural dos aprendizados que o Instituto obteve desde que foi criado, em março de 2009. Confira essas e outras novidades na entrevista e no podcast abaixo:

divulgação
"O Instituto está trazendo a questão do empreendedorismo como um novo pilar de atuação", afirma Carime


Carime Kanbour, que iniciativas o Instituto Claro deve realizar ainda este ano?

São várias iniciativas. A primeira delas é o Prêmio do Instituto Claro, que está com inscrições abertas de 01 de setembro a 03 de dezembro. Também estamos apoiando desde o início do ano o projeto Fronteiras do Pensamento, que é um ciclo de palestras realizadas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desenvolvemos, junto com os consultores do projeto e o editor Carlos Seabra, o módulo Fronteiras da Educação, voltado para os professores. Nessa iniciativa, trabalharemos uma espécie de guia para o uso de novas tecnologias na sala de aula, indicando como se apropriar de redes sociais, blogs e como melhorar pesquisas, por exemplo. Temos os programas de doações ao Fundo da Infância e Adolescência – FIA – e de voluntariado, nos quais o Instituto dá as diretrizes para os funcionários da Claro. Teremos a 3ª edição do Claro Curtas, que deve ser lançada no começo de 2011, e estamos trabalhando também na organização de diversas oficinas criativas sobre audiovisual e redes sociais digitais. São novidades que anunciaremos em breve. São vários projetos que se complementam, sempre focando a questão do aprendizado e das novas tecnologias nas suas várias formas.



Sobre o Prêmio Instituto Claro, quais as mudanças deste ano?

Nós percebemos, na primeira edição do Prêmio, que muitos dos profissionais que enviaram projetos para nossa análise tinham ideias criativas, queriam fazer algo diferente, potencializando resultados. Então, valorizaremos nesta edição os profissionais que querem fazer algo diferente na educação, tanto formal quanto informal, e também na sua comunidade. Desta forma, chegamos ao outro ponto que estamos trabalhando no Instituto: a questão do empreendedorismo. Há várias concepções, e entre elas, a do intraempreendedorismo. Parece uma palavra difícil, mas o conceito é muito simples. Trata-se da atitude de uma pessoa que possui uma ideia inovadora, consegue enxergar uma oportunidade de aplicar essa ideia e, a partir disso, viabiliza, articula recursos e a implementa, gerando resultados positivos para quem está envolvido. Ouvimos muito a questão do empreendedorismo voltado para os negócios e geração de lucros, mas não é só isso. Muitos professores que participaram trouxeram para nós isso, uma atitude empreendedora. Uma ideia simples, mas que muda um processo, que muda um resultado, dentro daquilo que eles já fazem. No Prêmio deste ano, ao invés de três categorias, como tivemos na edição passada, teremos duas. Em uma delas, reconheceremos a inovação dentro da educação. Na outra, contemplaremos projetos que tratam de inovações e seus impactos na comunidade.



Além da mudança das categorias, que novidades essa edição traz?

Nós aumentamos o valor da premiação, que passou a ser de R$ 150 mil. Além disso, outra novidade muito interessante é o tutorial online que desenvolvemos. Nesse tutorial, os candidatos descobrem como preencher a inscrição da melhor forma, passando o que o projeto realmente é, mostrando seu potencial e seu valor. Como algumas dicas são gerais, esse tutorial também pode ser usado para outras premiações, além do prêmio do Instituto Claro. O prazo de inscrição também está maior, o que é um ganho para quem quer participar.



Essa evolução temática, além do Prêmio, também será refletida na atuação do Instituto?

Sim. O Instituto está trazendo a questão do empreendedorismo como um novo pilar de atuação junto com a educação e as novas tecnologias. Percebemos que muitas das pessoas que estão trabalhando a questão da educação e das novas tecnologias são, na verdade, empreendedoras. Elas querem inovar, potencializar resultados naquilo que elas fazem. Isso estava intrínseco a todos os temas em que trabalhávamos. É uma evolução natural da causa.



De que forma o empreendedorismo complementa a temática das novas tecnologias na educação?

O que nós aprendemos nesse primeiro ano de Instituto é que discutir as novas tecnologias na educação é, muitas vezes, discutir empreendedorismo. Estamos falando de profissionais e especialistas que estão inicialmente sozinhos, que possuem uma grande ideia ou têm uma outra forma de ver a educação e, a partir daí, vão se articulando e se estruturando para conseguirem implementar um projeto que traga retorno para os alunos, para um aprendizado diferenciado, e isso acaba refletindo na comunidade. Percebemos que esses três pilares estão ligados. O Prêmio, por exemplo, valoriza, reconhece, estimula e incentiva aquele professor que quer inovar. O Claro Curtas estimula e reconhece pessoas que tenham interesse no audiovisual e, ao colocar temáticas sociais específicas e realizar oficinas de capacitação, está formando profissionais com novos olhares. Então, o empreendedorismo já estava muito ligado aos projetos em que trabalhamos. É uma evolução bastante pertinente e efetiva da nossa causa e dos nossos projetos.

2 de set. de 2009

I Fórum Franco-Brasileiro sobre Museus, Museologia e Sociedade

11/08/2009 - Mejud promove Fórum sobre museus

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), através do museu Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) e do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), em parceria com instituições acadêmicas e culturais da França e do Brasil, promove o I Fórum Franco-Brasileiro sobre Museus, Museologia e Sociedade, de 21 a 24 de setembro de 2009, em Belo Horizonte.

O Fórum tem como objetivos planejar e coordenar ações que integrem projetos franceses e brasileiros, referentes aos museus, proporcionando o intercâmbio de experiências e o desenvolvimento de ações, na formação de pesquisadores e profissionais da museologia e de ciências afins.

O evento irá contar com a presença de representantes da direção do Museu de Artes e Ofícios de Paris, do Museu do Louvre, do Museu do Quai Branly, da Escola de Doutorado do Museu Nacional de História Natural de Paris e do Centre Pompidou.

Também participam representantes do curso de pós-graduação em museologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio)/Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), do Museu Histórico Nacional, da Unirio, do Sistema Estadual de Museus do Rio Grande do Sul, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), do Laboratório de Educação em Saúde do Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR)/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte, da Superintendência de Museus de Minas Gerais e da Prefeitura de Sabará.

As conferências e palestras do Fórum serão realizadas no auditório do Anexo I do TJMG, na rua Goiás, 229, Centro, em Belo Horizonte. As demais atividades vão ocorrer na Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), na rua Guajajaras, 40, 18º andar, Centro.

Confira a programação no site do Cefet-MG, onde também poderá ser efetuada a inscrição para participação no evento.

Assessoria de Comunicação Institucional - Ascom
TJMG - Unidade Goiás
(31) 3237-6568
ascom@tjmg.jus.br

5 de ago. de 2009

Aprender... Sim, mas como?

“O que nós fazemos nunca é compreendido, apenas louvado ou condenado."
Friedrich Nietzsche

Uma releitura em curso...


Ao passo que educadores dos diversos níveis do ensino brasileiro aprendem a ensinar em meio a um processo transformatório acentuado em nossa contemporaneidade, visando suprir às exigências de um paradigma subsidiado por ideologias neo-capitalistas adornadas por uma hipervalorização do produto, as contra-indicações afloram significativamente nos espaços escolares e universitários, estas que sinalizam a necessidade de repensar sobre a real finalidade da Educação contemporânea e porque não da vida enquanto natureza contínua.

Em um vaivém informacional bombardeado pelo universo midiático, opiniões se entrelaçam e pouco contribuem para uma reestruturação coerente, coesa e efetiva em resposta às dissonâncias sociais. É certo que manifestações em repúdio ao dogma da política econômica existem, todavia, com poucas repercussões nos holofotes midiáticos e quando são mencionadas, muitas vezes são deturpados seus simbolismos políticos.

O que de fato dificulta a sociedade brasileira em ditar mecanismos políticos plausíveis capazes de consolidar uma sociedade igualitária?

Sabe-se que permeia enquanto redentora de nossa qualidade de vida, melhor, de um País autônomo economicamente, a Educação, está que traz consigo o adjetivo Qualidade, porém é preciso repensar quais são os ideais norteadores de tal Educação.

Dentro desse redemoinho juntamente com educadores, há também universitários que naufragam em uma conexão ora real, ora virtual. Em meio a uma tempestade torrencial, predomina uma sensação de impotência engendrada por um mecanismo dissimulado, este que produz-reprodução, profissionais da Educação impregnados de um discurso politizante libertário aparente recheiam as entrelinhas com ideologias obsoletas e plenamente conservadoras em dretimento de uma gratificação que desqualifica paulatinamente sua identidade educacional.

Se a educação é realmente a redentora, tida como o ponto de mutação cultural, pelo menos na perspectiva de Mandela que nos adverte que “A educação é a mais poderosa arma pela qual se pode mudar o mundo.”. Máxima refletida e sinalizada por diversos pensadores-educadores que ao longo da formação humana são ignorados, como por exemplo, Friedrich Nietzsche.

Ao ler “Escritos sobre Educação.”, subentende-se o porquê das desconsiderações provenientes das corporações econômicas e paralelamente do Estado que suplantam a Educação. Creio que Nietzsche pode oxigenar relevantes contribuições para a reflexão atual em torno da educação, uma vez que, quão contemporâneas são as análises “sobre o futuro dos nossos estabelecimentos de ensino”.

Cabe aos universitários que em sua trajetória escolar cicatrizaram as memórias de seus educadores com uma ímpar inquietação cognitiva e comportamental significativas, manifestarem como dantes, suas experiências obtidas em sala de aula, contudo, vasto de referencial teórico para que possa mediar à política educacional vigente sem desconsiderar sua “leitura de mundo”, Paulo Freire, com isso haverá transformações no Sistema Educacional.

Aprender... Sim, mas como?

A pedagogia entre o dizer e o fazer: uma releitura no ato de educar contemporâneo. - propõe um ressignificar pedagógico por meio de uma pedagogia de valores, para isso, é vital re-ler o próprio posicionamento político e ideológico em um tempo que o sistema capitalista impõe múltiplas performances intelectuais, sua peculiaridade tem respaldo no paradigma Ciência e Tecnologia.

Ao avaliar a História da educação, pressupõe-se que todas às transformações sociais direta ou indiretamente se dão em paralelo com a educação vigente correspondente a periodização histórica, entretanto, não é sensato permitir focalizar somente nos aspectos exteriores a Educação, uma vez que, seus atores são também protagonistas de ideologias que descaracterizam a essência do educare. – do latim educare, educere – aquilo que vem de dentro; que propicia o desenvolvimento das faculdades.

A História da Educação Brasileira parece inaugurar o século XXI como o início de um tempo voltado à própria História da Educação do Brasil.

Sistema capitalista reorganizado no advento tecnológico

Graças à reorganização do sistema capitalista diante o big bang suscitado na junção entre Ciência e Tecnologia, que concebe e enfatiza um discurso maquiador sob uma Educação de qualidade, a sociedade como um todo fala de Educação de Qualidade, mas sobre quais parâmetros?

De fato a Educação atinge uma dimensão imensurável nas múltiplas linguagens midiáticas que propagam nos mais longínquos espaços habitados desse vasto Estado Brasileiro, em exceção os lugarejos ainda não potencializados sob uma expectativa político-econômica.

Diante de substancial relevância envolta da Educação, alça-se um rótulo dissimulado por uma ideologia esperançosa e ao mesmo tempo redentora, capaz de cegar a racionalidade humana e amputar a sabedoria popular, isso desconfigura não somente a concepção de edurece, assim como a práxis e formação de novos intelectuais.

É de suma importância ressaltar também as dissonâncias individuais e a hiperespecialização de profissionais como um todo e sua pós-formação que se alocam como quebra-cabeça.

Wellington Bernardino Parreiras

Idealizado por Wellington Bernardino Parreiras, graduando o 6° período em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas. Contatos: e-mail: well.bernardino@yahoo.com.br ou wellbernardino@gmail.com - Cel. (31) - 9851-4113 ou 8703-4100 .

Boaventura Sousa Santos e Paula Menezes - Sinpro Minas

Epistemologias do Sul - O papel dos Movimentos Sociais na Produção de Saberes


O sociólogo Boaventura principia seu diálogo com as seguintes reflexões: “hoje é difícil imaginar o fim do capitalismo, mas é igualmente difícil imaginar que não tenha fim.”, “a teoria crítica é derivativa, adjetiva, não há substantivos e reafirma (reinventa) os conceitos dominantes.”


Um convite a repensar...


A repensar o Brasil por meio de releituras sociais produzidas e reproduzidas, inventadas e reinventadas ao longo da formação social em que os excluídos às margens do construto do dogma político-econômico não foram incluídos enquanto parte significativa do processo constitutivo, pelo menos no que diz respeito às mesmas condições dignas de vida, com os mesmos direitos presentes na Constituição do Estado Brasileiro.


Boaventura fez alusão ao magnânimo pensador Brasileiro Milton Santos, este que é uma referencia substancial dos excluídos, suas contribuições significativas a respeito de uma nova globalização possível dialogam com as contribuições de Paulo Freire, Leonardo Boff, grandes pensadores Brasileiros que ensignaram e ensignam nas entrelinhas da historicidade dos excluídos, bem como as reflexões que iniciam o diálogo de Boaventura e da antropóloga de Moçambique Paula Menezes.


Boaventura nos contempla em sua obra Epistemologias do Sul - O papel dos Movimentos Sociais na Produção de Saberes – rico em artigos que problematizam o monopólio do conhecimento na modernidade que se estende e promove aparentemente uma nova era e aponta para a necessidade da democratização dos saberes.


A justaposição entre Ciências e Tecnologia ofusca a racionalidade humana em função do distanciamento entre o homo sapiens sapiens e o tecnológico-homo.


Bem ressaltado pelos cientistas Boaventura e Paula Menezes sobre a questão dos conceitos, percebe-se que há um distanciamento entre as teorias e as práticas que desconceitualiza o sentido da palavra conceito, seu significado sofrera mutabilidade ao passo que o homem e o meio se transformavam. É possível no processo de transformação conceitual perder-se a gênese do conceito ou pelo menos o que o engendrara no processo constitutivo dos sentidos e significados no qual o homem vêm atribuindo em sua formação humana?


Entre os gregos combinar os termos téchne (arte, destreza) e logos (palavra) orientava o discurso sobre o sentido e a finalidade das artes - técnica e arte no mundo grego possuíam apenas uma pequena distinção, a téchne não era uma habilidade qualquer e requeria o uso de certas regras. Heródoto, o primeiro a definir o termo téchne, apresenta-o como um "saber fazer de forma eficaz" e, segundo Platão, seu sentido diz respeito à "realização material e concreta de algo". A natureza inteligente do homem permite-lhe transformar pela téchne a realidade natural em uma realidade artificial com a finalidade de sua subsistência e proteção. Conforme Aristóteles, a téchne é superior à experiência, mas inferior ao raciocínio. Entretanto demanda este último. Em relação ao conhecimento, enquanto a epistéme era para os gregos um conhecimento teórico a téchne era um conhecimento prático, com vistas a um objetivo concreto.


É possível repensar a utilização em separado da epistéme e da téchne de modo a lhe integrarem e interdisciplinarem para que haja uma dialética do esclarecimento condizente com o conceito de Estado Democrático de Direito Social?


Inicialmente, o conceito de Estado Democrático de Direito Social deve ser entendido como uma estrutura jurídica e política, e como uma organização social e popular, em que os direitos sociais e trabalhistas seriam tratados como direitos fundamentais. Assim, vale dizer, os direitos sociais encontrar-se-iam sob a guarda de garantias institucionais que os defendessem do assédio privatista do capitalismo e suas dissimuladas performances neo-capitalistas presentes na culta de consumo em massa.


A antropóloga Paula Menezes de Moçambique brilhantemente nos convida a “trabalhar com e não sobre”, seu português colore o Teatro Granada do Minascentro na noite de 04 de agosto de 2009 ao proferir poeticamente que “formamos conformistas nas universidades, é necessário formar rebeldes competentes”, enfatiza que “é necessário contextualizar experiências”, “da valorização das línguas não coloniais que são reconhecidas constitucionalmente” e “que o capitalismo elege certos conhecimentos como oficiais e desconsidera o valor dos outros que são considerados obscurantismo, ritualísticos, religião e etc”.


Belo Horizonte em sua noite ímpar consubstancia-se de beleza e encantamentos, os excluídos são sentidos graças a sensibilidade de Cientistas Sociais que traz à luz da racionalidade das Ciências, um tempo do ser, este que há muito desconstitui-se em função do ter absolutista e efêmero.


Em um momento sublime as palavras Epistemologias do Sul me convidam a apreender os sentidos e significados da noite e uma correlação com o cotidiano e o afã da sobrevivência da subsistência dos andarilhos, dos sem direitos ao teto, dos sem direito a permanência a escola e a uma Educação, dos sem direito ao lazer, dos sem direito ao alimento, dos sem direito a saúde, no entanto, plenos de utopias e de um esperançar Freireano, não só me faz sentir como também me faz enquanto aprendiz literário, arriscar uma poesia.



Ei, psiu temos logia!


Nosso cio da erra

Ressoa das cantigas

Bem sentidas no ar

Além mar

Entre as serras de Beagá


Sob o sol do equador

Nas mãos do lavrador

Flori calo sonhador


Dos negros o suor

Sacia a sede de amor

De um ideário silenciado

Pulsar a-lado


Ei, psiu temos logia!


Nos rituais plantios

Plenos de significados e sentidos

Movimentos do alimento


Do manancial brota o fruto

À margem do futuro

O presente eterno

Do Espírito fraterno


Da terra somos semente

À terra retroalimentamos

Não como gente e sim como ente


Wellington Bernardino Parreiras

Mineirim das Gerais

04/08/2009

20:45

30 de jul. de 2009

Inclusão nas Escolas: Uma questão de que?

Parecer indica escola comum a deficientes

Folha de S. Paulo – 27/07/2009


Um parecer do Conselho Nacional de Educação --ainda não homologado pelo MEC-- que interpreta como obrigatória a matrícula de alunos com deficiências em escolas comuns reacendeu no Brasil a polêmica sobre os limites da inclusão, opondo entidades de defesa de pessoas com deficiência.


O documento não tem força de lei, mas, caso homologado, servirá para orientar o MEC e os sistemas na interpretação da legislação já em vigor no país, especialmente no caso de distribuição de recursos do Fundeb (fundo de financiamento da educação básica).


O parecer reforça a posição da Secretaria de Educação Especial do MEC que, apoiada por entidades, entende ser dever de pais e governo garantir matrícula de crianças deficientes em escolas comuns. O atendimento em especiais seria complementar, no contraturno, e não substituiria o da rede regular.


A Federação Nacional das Apaes divulgou na semana passada nota de repúdio ao parecer, dizendo que ele extrapola a legislação em vigor e que as escolas públicas ainda não estão preparadas para receber todos os alunos com deficiência.


O documento diz ainda que a Secretaria de Educação Especial do MEC agiu de forma "oportunista e tendenciosa" e que seu objetivo seria extinguir as escolas especiais.

Em resposta, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down fez abaixo assinado de apoio à resolução.


Um dos argumentos é que, sob o pretexto de que as escolas públicas não estão preparadas, a matrícula em escolas especiais reforça a segregação e adia o processo de inclusão dos deficientes em classes regulares.

Inclusão obrigatória


Pressionada pelas Apaes e outras entidades, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados pediu ao ministro Fernando Haddad que não homologasse o parecer.

"Somos a favor da inclusão, mas não pode ser obrigatória e do dia para a noite. Nem todas as famílias concordam e há casos de deficientes intelectuais severos que, quando incluídos na escola comum, são prejudicados em seu desenvolvimento", afirma o deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG), presidente da Federação Nacional das Apaes.

"Há muito a avançar no atendimento na rede pública, mas estamos melhorando e cabe à sociedade cobrar mais. O parecer apenas reforça um direito inquestionável, que está na Constituição e na convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência", diz Claudia Grabois, presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.

À Folha, o ministro Fernando Haddad afirmou que ainda não examinou o parecer, mas que não o homologará se entender que há conflito com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e com o decreto 6.571, de 2008, que trata do atendimento e financiamento da educação especial. "Estamos investindo neste ano R$ 200 milhões para preparar as escolas para receber esses estudantes", disse ele.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u600790.shtml

13 de jul. de 2009

Pensar Educação Pensar o Brasil leva discussão sobre psicologia política para a rádio UFMG Educativa

segunda-feira, 13 de julho de 2009, às 9h50

Direitos Humanos, cidadania GLBT e psicologia política serão os temas da discussão central do programa Pensar Educação Pensar o Brasil desta segunda feira, 13. A professora Cláudia Mayorga, do Departamento de Psicologia da UFMG e coordenadora do programa Conexões de Saberes, é a convidada da rádio UFMG Educativa para debater a temática.

Além da entrevista, o programa também conta com agenda cultural, música e sorteio de brindes.

Pensar Educação Pensar o Brasil vai ao ar às segundas-feiras, às 20h, e faz parte do projeto homônimo da Faculdade de Educação da UFMG. Outras informações sobre as atividades desenvolvidas podem ser encontradas no site www.fae.ufmg.br/pensareducacao.

A UFMG Educativa pode ser ouvida pela freqüência 104,5 FM ou pela internet no endereço www.ufmg.br/online/radio.

6 de jul. de 2009

Paulo Freire

ANÇÃO ÓBVIA

Paulo Freire

“Escolhi a sombra de uma árvore para meditar
no muito que podia fazer enquanto te esperava
quem espera na pura esperança
vive um tempo de espera qualquer.


Por isso enquanto te espero trabalharei nos campos
e dialogarei com homens, mulheres e crianças
minhas mãos ficarão calosas
meus pés aprenderão os mistérios dos caminhos
meu corpo será queimado pelo sol
meus olhos verão o que nunca tinham visto
meus ouvidos escutarão ruídos antes despercebidos
na difusa sonoridade de cada dia.


Desconfiarei daqueles
que venham me dizer à sombra daquela árvore,
prevenidos que é perigoso esperar
da forma que espero
que é perigoso caminhar
que é perigoso falar...
porque eles rechaçam a alegria de tua chegada.


Desconfiarei também daqueles
que venham me dizer à sombra desta árvore,
que tu já chegaste porque estes que te anunciam
ingenuamente antes te denunciavam.


Esperarei por ti como o jardineiro
que prepara o jardim para a rosa que se abrirá na primavera”

15 de jun. de 2009

TRABALHO Projeto de Chico Lopes cria profissão de educador social no Brasil

Sexta-feira, 5 de junho de 2009

Projeto de lei apresentado esta semana pelo deputado federal Chico Lopes (PCdoB) estabelece a criação da profissão de educador social no Brasil. A profissão possui profundo caráter social e engloba os profissionais envolvidos em atividades educativas fora do âmbito escolar tradicional, beneficiando, por exemplo, pessoas em situação de risco ou vulnerabilidade social, violência e exploração física ou psicológica. "Uma vez que a o projeto se transforme em lei, haverá um grande e concreto benefício para milhares de brasileiros que já atuam como educadores sociais e passarão a ter sua profissão reconhecida formalmente", destaca Chico Lopes.

Entre outras atividades em que podem atuar os educadores sociais, estão a preservação cultural e promoção de povos e comunidades, a defesa de segmentos sociais prejudicados pela exclusão social (mulheres, crianças, adolescentes, negros, indígenas e homossexuais), a realização de atividades sócio-educativas, em regime fechado, semiliberdade e meio aberto e a realização de programas e projetos educativos destinados à população carcerária.

Outras frentes de atuação são o apoio a pessoas portadoras de necessidades especiais, o enfrentamento à dependência de drogas, atividades sócio educativas para terceira idade, promoção da educação ambiental e da cidadania, da arte-educação, de manifestações folclóricas e culturais, além do trabalho em associações comunitárias e conselhos tutelares.

Pelo projeto de lei apresentado por Chico Lopes, o Ministério da Educação (MEC) passará a ser responsável pela elaboração e regulamentação da Política Nacional de Formação em Educação Social. O nível de escolarização mínima para o educador social será o Ensino Médio.

O projeto prevê ainda que os governos federal, estaduais e municipais adequem para a denominação de "educador ou educadora social” os cargos atualmente ocupados por profissionais com esse campo de atuação, criando os respectivos Planos de Cargos e Carreiras.

Justificativa

Justificando a apresentação do projeto, Chico Lopes chama atenção para a necessidade de reconhecimento formal desses importantes profissionais, cuja atuação já encontra citação legal desde a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Outros marcos na luta pela regulamentação da profissão foram o XVI Congresso Internacional de Educadores Sociais, realizado em 2005, em Montevidéu, no Uruguai, e os Encontros Estaduais de Educadores Sociais promovidos em vários estados brasileiros.

Entre outros países que participam de um movimento internacional pelo reconhecimento da profissão estão nações como Alemanha, França, Canadá, Holanda, Itália e Suíça. Outro dado relevante é a abertura de concursos públicos para provimento de cargos de educadores e educadoras sociais, que já vêm acontecendo, em pelo menos 100 municípios de 21 Estados no Brasil.

"A criação da profissão de Educador e Educadora Social, além de valorizar estes agentes que tanto contribuem para o enfrentamento da dívida social brasileira, pode suscitar importantes debates acerca da educação no seu sentido mais pleno, com a abrangência que lhe dá o Artigo 1º da LDB, atendendo a necessidades sociais de nosso tempo", reforça Chico Lopes.

Fonte: Ass. Imprensa - Dep. Fed. Chico Lopes - PCdoB-CE

1 de jun. de 2009

A teoria defronte a prática - Uma oportunidade à práxis

Diálogos via MSN

Universitária diz:

Olá como vai?

Também terminei o meu estágio semana passada


Reinventar o Mundo é mudar nós mesmos! Mineirim das Gerais diz:


Bem, minha amiga!


Universitária diz:


Fiz no São Rafael

De todos os períodos em que fizemos estágio não tinha feito lá

Gostei mas tem casos que é de chorar

A educação precisa de uma grande transformação

Mas não sei ao certo o que fazer


Reinventar o Mundo é mudar nós mesmos! Mineirim das Gerais diz:


Jovem Pedagoga,


Acredito que você saiba sim o que tem que ser feito, sua formação lhe habilita para diagnosticar, intervir, orientar e gerir, porém, sozinha é muito difícil e impossível, é preciso ter como parceiros as pessoas envolta do processo educativo, os atores educacionais diretos e indiretos, ou seja, professores, educadores, educandos e, evidentemente da comunidade local. Enfim uma gestão democrática é uma proposta pertinente, entretanto, todos devem ter consciência de seus papéis sociais e das colaborações dos mesmos.


A compreendo, a Educação só existe para os ricos, a nossa formação é mínima e o pior, é uma educação para o trabalho.


Minha querida, mesmo sabendo disto a elite e a massa se encontram imersos em um vulcão a entrar em erupção, ao qual sua repercussão irá afetar a todos, digo mais, já é um fato consumado, mas fingimos que não é conosco, pelo menos isso é uma resposta visível que diagnosticamos na conduta de políticos, empresários, professores, educadores, gestores, pais e até estudantes e o pior, universitários.



Tudo parece brincadeira, cada qual em seu quadrado, veja que a música da periferia mais uma vez nos traz à luz da racionalidade uma verdade incontestável, de fato cada qual está centrado em seu egocentrismo.


Infelizmente a conexão caiu, mas com certeza iremos retomar a nossa conversa.

Namastê! O Deus que há em mim, saúda o Deus que há em você!

Meus queridos(as)


Saúdo a todos com a mesma benevolência transcendente do límpido coração de uma criança, ainda que a mesma esteja adormecida em vosso interior.



Sou Mineirim de alma e Espírito, meu nome é Wellington, tenho 35 anos e um lindo filho de 14 anos que se chama Kevin. Faço Pedagogia na Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais/UEMG e tenho o curso de Ciências Sociais como um sonho inacabado, sou apaixonado pela diversidade cultural, amo os animais, tenho um tiuzinho que se chama Nietzsche e uma tiuzinha chamada Hannah e confesso que me reestabeleço sempre apreciando a vitalidade e lealdade da natureza, com as artes de meus tiuzinhos e o amor infinitamente contido no ser de meu lindo filho.

Eis que nasce um novo tempo em nossas vidas, tempo de renascer, de refletir todo e qualquer ato consciente ou não. Há décadas, séculos e milênios o homem desbrava a própria essência em busca da perfeição, sua busca nos trouxe aspectos externos confortantes e ao mesmo tempo nos desconfortou ao passo que nos distanciou de nós mesmos e da vitalidade da Natureza.


Pedagogia para a Zoé, é uma proposta em que a sensibilidade ímpar de autores e autoras como: Milton Santos, Friedrich Nietzsche, Paulo Freire, Leonardo Boff, Emília Ferrero, Nelson Mandela,

Ruth Cardoso, Tião Rocha, Rubem Alves, José Pacheco e muitos que atuam silenciosamente em suas microregiões em seus anonimatos, possa suscitar e dar continuidade a canstrução de um Mundo melhor moldado pelo povo para que haja uma relação harmoniosa entre etnias, religiões, opções sexuais e etc.



Felicidades e um fraterno abraço em vossos corações!

Mineirim das Gerais



Wellington Bernardino



"A educação é a mais poderosa arma pela qual se pode mudar o mundo."

[ Nelson Mandela ]


"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."

[ Nelson Mandela ]

Zoé que te quero vívida!

Zoeanos,

Zoé em grego significa Vida.

Entendemos em nossa racionalidade que há somente uma vida humana, não entrarei aqui em concepções religiosas, embora as respeite muito.

Quando penso em vida, apreendo toda sua essência palpável, tudo o que posso tocar e sentir, toda sua extensão sensível a minha faculdade de sentir emoções e de materializar de certa forma tais frequencias sensoriais por meio de linguagens e instrumentos concretos da racionalidade.

Por isso, convido a cada um para colaborar com uma formação social em que haja o pleno direito a diversidade cultural, sejamos construtores significantes de um Mundo melhor, substancialmente humano e fraterno.

Namastê!

Abraços fraternos

Wellington Bernardino Parreiras